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O estudo tem como foco central compreender os desafios da participação feminina na
tomada de decisões políticas, e se tem impacto ou não na contribuição da emancipação
feminina na Guiné-Bissau. Como recorte temporal trabalhei a partir do ano de 1994,
sendo ano de abertura política, democratização na Guiné-Bissau e realização das
primeiras eleições a 2014 ano das últimas eleições gerais na Guiné-Bissau. O trabalho
analisou a participação feminina na política internacional, com ênfase na análise do
protagonismo e da tomada de decisões políticas, econômicas, de seguranças e
representações diplomáticas dessa população. Os dados coletados para a elaboração desse
trabalho estão relacionados a diferentes questões que dizem respeito as mulheres,
principalmente a questão de equidade de gênero. Ao examinar a questão da mulher na
política internacional desejamos retirá-la do papel subordinado que geralmente
desempenham em tais processos e tentar entender suas aspirações e objetivos.
No seio familiar a mulher é vista como aquela que acompanha e obedece ao pai e/ou o
marido, e demais parentes do sexo masculino, jamais como sujeito do processo. Nesse
contexto, é importante perceber que a tomada de decisão por parte das mulheres não é
resultado apenas de uma escolha racional, mas também de estratégias familiares nas quais
homens e mulheres estão inseridos, contribuindo para rearranjos das relações familiares
e de gênero. |
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