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O presente artigo tem como objetivo analisar o processo das eleições presidenciais na Guiné-Bissau no período de 2009 a 2019, visando estabelecer uma relação dessas eleições com os acontecimentos na sociedade guineense durante esses períodos, como, por exemplo, a provável intervenção das forças armadas nestas eleições. Desde a adoção do multipartidarismo, em 1994, até os dias atuais, já foram realizadas seis eleições presidenciais e nelas eleitos cinco presidentes da república, porém, só um desses conseguiu terminar o seu mandato por não haver, diretamente, a interferência militar durante sua presidência. Conforme Cordeiro (2009), ocorreu no país, de forma lamentoso, as destruições dos governos e presidentes eleitos
democraticamente, sendo trocados pelas nomeações dos outros governos de transição e presidentes interinos do desejo militar. Este trabalho baseou-se nos teóricos que sobre o referido assunto escreveram, nos documentos que registraram tais acontecimentos, e nos órgãos de comunicação da Guiné-Bissau. Para complementar, elaboramos um formulário eletrônico, com doze questões, aplicadas aos estudantes guineenses na UNILAB, nas quais extraímos informações importantes que dialogaram com nossos referenciais teóricos. Nossos resultados apontaram para o fato de que não é suficiente somente a realização das eleições presidenciais para a consolidação democrática na Guiné-Bissau, é preciso também o respeito mútuo entre os políticos e as forças armadas guineenses e, principalmente, respeito à Constituição do país que estabelece os limites de atuação de cada um dos grupos, pois só assim poderá haver uma democracia sólida na Guiné-Bissau. |
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