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O presente trabalho busca investigar as resistências culturais de matriz africana, na cidade de Fortaleza, que, no decorrer da sua história, sob o olhar de uma elite intelectual, não obtiveram a devida importância nos registros históricos da constituição da capital do Ceará, por esse motivo, invisibilizando tais práticas, gerando a estigmatização e o racismo religioso contra as religiões afro-brasileiras e seus rituais. Para tanto, utilizamos como fulcro teórico as obras dos pensadores: Marques (2008; 2009), Martins (2014), Barboza (2018) e Sobrinho (2011), que muito contribuíram no processo do conhecimento histórico sobre a resistência da cultura afro-brasileira em Fortaleza do século XIX, até a contemporaneidade. Para compreendermos as manifestações culturais de resistência, na atualidade, debruçamo-nos sobre as pesquisas de Pereira (2012), Araújo (2015), dentre outras obras citadas nesta pesquisa, para compor o entendimento acerca do racismo
religioso ainda presente em nossos dias. Portanto, pesquisamos neste trabalho as manifestações culturais que ainda resistem em Fortaleza desde o Período Pós-Abolição, tais como o Maracatu, o Samba e a Festa de Iemanjá. |
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