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objetiva-se apresentar e discutir as relações de gênero e sua evolução, no tempo e no espaço, entre “tradição” e “modernidade”, na obra “Ventos do Apocalipse” (CHIZIANE, 1999). A citada obra traz, em seu enredo, o contexto da guerra civil em Moçambique, no período de pós-Independência (25 de junho de1975). Em meio à guerra referida, se dá uma travessia das personagens pelos espaços definidos
- Mananga, Floresta e Aldeia do Monte. As relações sociais, de modo geral, se apresentam multifacetadas, em certos casos, por conta da influência colonial e do próprio contexto da Guerra. Algumas personagens femininas (Minossi, Wusheni, Emelina, Mara) vão manifestando comportamentos que se diferenciam dos hábitos locais, mais ou menos padronizados, revolvendo a dita tradição, assumindo novas posturas, em meio às dificuldades enfrentadas, enquanto as figuras masculinas (Sianga, seu filho Manuna e o curandeiro Nguenha) apresentam-se em uma tentativa de manter os costumes existentes, na aldeia de Managa. Todos os conflitos estabelecidos, se manifestam calcados em relações de gênero (feminino e masculino), na maioria das vezes. Para a compreensão desse enfoque serão utilizados os seguintes autores: versados em cultura não ocidental (predominantemente africana), como Asúa Altuna (1993), e os representantes das discussões de gênero, tais como Laura Padilha (2006), e ocidental: Judith Buttler (1998), Pierre Bourdieu (2002), bem como teóricos de discussões sobre a modernidade como Anthoni Giddens (1991, 2002) e Zygmun Bauman (1999). |
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