| dc.description.abstract |
A colonização portuguesa objetivava mudar a essência de todos os grupos étnicos da Guiné-Bissau para um novo processo de assimilação e civilização. Sendo assim, consideravam os grupos étnicos como categoria primitiva e inferior que não possuíam nenhuma civilização humana, tendo em conta a cosmovisão que cada grupo apresentava nas suas respectivas regiões. Mas não foi fácil dominar as etnias da Guiné-Bissau, em especial os manjacos, que tanto lutaram e resistiram pelos seus territórios e culturas, que até hoje estão sendo preservados e praticadas. Apesar de algumas práticas sofrerem alterações na modernidade, mesmo assim, os manjacos continuaram vivos com sua cosmovisão. Portanto, este trabalho procura abordar a
cosmovisão manjaca na resistência anticolonial e sua permanência na modernidade. Partindo do conhecimento da cosmovisão e concepção dos manjacos, que tanto representam e enfatizam suas comunidades quanto a ser social e tradicional, presume-se alcançar o resultado da representação da cosmovisão manjaca e seus impactos na modernidade. A construção desse resultado enquadra-se na pesquisa bibliográfica das leituras dos textos, livros, teses,dissertações e artigos dos autores clássicos e contemporâneos e as entrevistas com as pessoas da etnia manjaca de diferentes regiões. Durante estudos teóricos e entrevistas, percebe-se que a cosmovisão manjaca representam através de djorson (linhagem), religiosidade tradicional,nascimento, casamento, herança e ritos de fúnebre. Tudo isso demostra a parte importante da tradição dos manjacos - por manterem firme suas culturas tradicionais por meio desse processo de assimilação e modernização. |
pt_BR |