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- Jovens que ingressam na Universidade, especialmente os que cursam graduação no
exterior, são mais susceptíveis a alterações de hábitos alimentares e higiene oral. Assim, o estudo
objetivou determinar as alterações nos hábitos alimentares e de higiene oral, antes e após a
chegada ao Brasil, de acadêmicos estrangeiros, oriundos de países africanos, de uma
universidade de cunho internacional. Trata-se de estudo exploratório, descritivo e qualitativo,
realizado com acadêmicos internacionais, de uma universidade federal de cunho internacional.
Foram incluídos 23 estudantes de distintas nacionalidades. Após aplicação do TCLE, foi
preenchido um questionário, contendo perguntas subjetivas. As respostas foram interpretadas
pela técnica de análise de conteúdo. No pequeno almoço (café da manhã), em seu país de
origem, os estudantes consumiam principalmente pão, além de aguapu e futi. No almoço, além
do consumo de arroz, peixe e carne, os participantes relataram a ingestão de molho, caril e funge.
Para o jantar, eram consumidos sopa, arroz e cuntchur. Após a chegada ao Brasil, no pequeno
almoço, foram introduzidos alimentos, como biscoito, bolacha de água e sal e frutas. No almoço,
foram inseridos alimentos, como salada, farofa, feijão e frango. No jantar, foram acrescentados
alimentos, como macarrão, churrasco, carne e frango. De uma forma geral, os participantes
faziam uso, em seu país de origem, de escova e dentifrício, além do carvão e sal, e escovavam
seus dentes 3 vezes ao dia. Após a chegada ao Brasil, seus hábitos de higiene oral foram
mantidos. Conclui-se que os hábitos alimentares dos estudantes internacionais, em seu país de
origem, refletem as suas práticas culturais. Entretanto, esses hábitos são influenciados pela
cultura brasileira. Os meios utilizados e a frequência de higienização da cavidade oral dos
acadêmicos internacionais, em seu país de origem, retratam os seus hábitos culturais, não sendo
alterados, após a chegada ao Brasil. |
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