| dc.description.abstract |
Este projeto de pesquisa foi pensado a partir da trajetória de vida da Kimpa Vita, por
meio das narrativas a ela consagradas. Uma mulher oriunda de uma família de classe nobre que
conseguiu formar um movimento messiânico, denominado Antonista com objetivos de trazer a
paz no reino do Kongo. Segundo o historiador Chantal Luís da Silva (1997), naquela época, os
conflitos internos entre os chefes locais entorno do poder real eram constantes. Por causa da
sua influência social, ela conseguiu enfrentar o catolicismo romano e consequentemente
desestabilizar o tráfico negreiro vigente no reino na virada do século XVIII. Por essa razão, o
historiador americano John Thornton (1998), vai considerar esse movimento como religioso e
político. Portanto, o foco da minha pesquisa é perceber como o movimento Antonista de Kimpa
Vita vai causar uma instabilidade social no reino. E como vão se estabelecer essas relações com
as elites locais e estrangeiras, ao ponto de ela ser considerada como uma herege. Segundo o
historiador angolano Simão Soundoula (2012), Kimpa Vita foi condenada a morrer na fogueira
ardente em 1706 numa praça pública. |
pt_BR |