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O solo caracteriza-se por ser um ambiente vivo e habitat natural para uma grande
variedade de organismos responsáveis por inúmeras funções do solo. A biota do solo
é responsável pela realização de diversas transformações essenciais nos processos
biogeoquímicos, dentre eles a reciclagem de matéria orgânica, degradação de
substâncias xenobiontes, fixação de N2 atmosférico, a partir da formação de uma
complexa teia trófica, em cuja base normalmente estão as raízes e a serapilheira. As
plantas leguminosas utilizadas como adubação verde do presente estudo podem
contribuir para a qualidade do solo, de modo a indicar certa predileção desses
organismos por esses ambientes, pois espera-se que os adubos verdes propiciem
ambientes favoráveis a alimentação, desenvolvimento e sobrevivência dessas
comunidades criando-se uma espécie de microambientes em equilíbrio. Desta forma,
o presente trabalho tem como objetivo avaliar a comunidade edáfica como indicadora
de consórcios de plantas para adubação verde, assim como caracterizar a fauna do
solo sob diferentes coberturas vegetais. O experimento foi conduzido em uma área
da Fazenda experimental da Universidade Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
(UNILAB), localizada no Sítio Piroás, município de Redenção-CE. Inicialmente as
amostragens foram comparadas utilizando-se a estatística descritiva e os índices
ecológicos, através da média da abundância, riqueza total e riqueza média.
Sequencialmente, calcularam-se os índices de diversidade de Shannon Heaver (H’)
(H = Σpi log pi) e o Índice de Uniformidade de Pielou (e) (e = H log R1). A mata
nativa apresentou maior número de indivíduos por armadilhas e riqueza total de
grupos. Contudo, esse valor pouco influenciou no índice de Pielou,
consequentemente diminuindo o índice de Shannon. A implementação da mucuna
foi mais eficiente na diversidade da fauna, demonstrando a predilação dos
organismos por esse tratamento. |
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