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O trabalho que ora apresentamos diz respeito ao estudo dos processos ritualísticos de
casamento do grupo étnico Balanta de linhagem kwontoi. O estudo objetivou analisar de
que maneira ocorre o ritual de casamento kpal, entre a etnia kwntoi dentro das tradições,
crenças e valores identitários. A hipótese é que o casamento em Balanta kwntoi aparece a
partir de sistemas de suas crenças como um dos princípios que mantém a coesão cultural
deste grupo étnico e se destaca como um elemento simbólico fundamental em muitas
sociedades africanas. O trabalho justifica-se pelo interesse em conhecer o ritual de
casamento kpal do grupo étnico guineense e assim adquirir conhecimentos que possam
servir como meio de preservação dos ensinamentos e valores culturais dos meus
antepassados. O método utilizado na pesquisa foi o qualitativo aliado à técnica
bibliográfica. Os principais autores que darão suporte à fundamentação teórica são
CAMMILLERI (2010), VAN GENNEP (2011), PRITCHARD (1976), LÉVI STRAUSS
(1949), SEMEDO (2015), MALINOWSKI (1982), MAUSS (2003); PEIRANO (2003),
dentre outros autores que trataram do casamento e de outros rituais e práticas importantes
na vida das pessoas. Os resultados obtidos mostram que o casamento kpal é uma prática
cultural importante para os kwntoi e desempenha papel vital em suas vidas. Na análise,
percebemos que o ritual do casamento kwntoi assume significados adicionais que vão além
do vínculo relacional/matrimonial. Nesse sentido, todo esse processo e os caminhos
percorridos de análise ampliaram o conhecimento no sentido de compreender que o
casamento kpal fortalece os laços culturais e idenitários da linhagem kwntoi, medeia as
relações comunitárias, além de servir como uma forma ritualístico em preservação das suas
origens em reconhecimento aos ensinamentos culturais ancestrais. |
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