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As mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, no entanto, a liderança feminina acontece
apenas em 4 dos 33 partidos existentes no país. A evolução nos modelos gerenciais públicos tem
permitido que um número cada vez maior de mulheres ocupe espaços na liderança política municipal.
No entanto, a discriminação sofrida pelas mulheres em posições estratégicas é fato recorrente no
mercado de trabalho, em particular no Brasil. Mesmo que, geralmente elas possuam maior qualificação
que os homens, isto não se reflete nos seus salários e nos cargos ocupados. A gestão pública apresenta
elementos muito particulares nos processos de seleção, na influencia política através de indicações,
nos problemas de descontinuidades derivados dos processos eleitorais, provocando desafios à
participação feminina. Nesse sentido, apesar de serem reconhecidos alguns avanços importa reforçar
os projetos de pesquisa que analisem a participação das mulheres nas lideranças políticas e na gestão
pública. No caso do maciço de Baturité, microrregião cearense por 13 municípios, apenas 6 mulheres
assumem cargos de liderança na gestão pública municipal. O objetivo deste trabalho é identificar as
barreiras enfrentadas pelas lideranças femininas municipais ao longo de suas trajetórias profissionais.
Para a realização desse estudo empregou-se a pesquisa do tipo exploratório-descritivo de abordagem
qualitativa, tendo como método procedimental, o estudo de caso. A técnica de coleta de dados utilizada
foi o questionário aplicado a seis mulheres que ocuparam cargos de liderança duas prefeitas e quatro
secretárias municipais. Os resultados apontam como dificuldades colocadas à liderança pública
feminina, o machismo, o preconceito, a falta de oportunidade e a resistência masculina em confiar na
capacidade das líderes entrevistadas. |
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