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Introdução: De acordo com a Organização Mundial de Saúde uma alimentação infantil
adequada compreende a prática do aleitamento materno e a introdução alimentar, em tempo
oportuno, de alimentos apropriados que complementam o aleitamento materno. O aleitamento
materno exclusivo é indicado até os seis meses de vida, e a introdução alimentar a partir desse
período, quando a criança apresentar também os sinais de prontidão. Objetivo: Avaliar as
práticas alimentares de crianças menores de 24 meses no Estado do Ceará por meio do sistema
SISVAN-WEB. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, desenvolvido a partir dos
dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional através do acesso aos relatórios
públicos dos marcadores de consumo alimentar, no período de 2015 a 2020. A coleta dos dados
foi realizada de outubro a dezembro de 2021, e os mesmos foram analisados no programa Excel
e apresentados em tabelas. Foi realizada a análise descritiva com frequências, porcentagens e
médias. Resultados e Discussão: Foi possível observar uma maior prevalência de crianças sob
aleitamento materno exclusivo no ano de 2017 (55%) e menor prevalência no ano de 2020
(41%). Em relação a introdução alimentar de crianças entre 6 e 8 meses, o ano de maior
prevalência foi o de 2015 (25%) e o de menor prevalência em 2016 (9%). Em relação às médias
dos marcadores de consumo alimentar entre os anos de 2015 a 2020, observou-se os seguintes
resultados: prática de aleitamento materno continuado (60,67%); consumo de alimentos ricos
em ferro (18,33%) e vitamina A (53,4%); alimentos ultraprocessados (37,83%), bebidas
adoçadas (22,83%), biscoito recheado, doces ou guloseimas (20,83%), hambúrguer e/ou
embutidos (8,5%), macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados
(17,33%); diversidade alimentar mínima (69,67%) e frequência mínima e consciência adequada
(72,17%). Conclusão: A partir dos dados analisados no SISVAN, constatou-se que a
prevalência de AME no estado do Ceará durante os anos analisados ficou sempre próximo ou
acima de 50%, perto da prevalência nacional. Já em relação a introdução dos alimentos
percebeu-se que, muitas vezes, a introdução complementar teve início após os oito meses de
vida da criança. Sobre as práticas alimentares entre seis e 24 meses de vida, houve um consumo
considerável de alimentos ultra processados, doces, salgadinhos, dentre outros. Sendo
necessário maior acompanhamento e orientação quanto às práticas alimentares saudáveis para
esse período da vida da criança. |
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