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Nas últimas décadas houve um aumento significativo de diabetes mellitus tipo 2 em crianças e
adolescentes. Dessa forma, são necessárias medidas que reduzam os fatores de risco para o
desenvolvimento do diabetes mellitus. Uma delas é a investigação precoce de fatores de risco,
desde a infância e adolescência, para a redução de complicações a longo prazo e um melhor
prognóstico. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar fatores de risco para o
desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 em crianças e adolescentes. Trata-se de um estudo
transversal, realizado com 44 crianças e adolescentes de uma escola privada do município de
Baturité. A coleta de dados foi realizada mediante entrevista e exame físico, sendo utilizado um
formulário específico, contendo as variáveis sociodemográficas e clínicas de interesse. Após
isso, os dados receberam tratamento estatístico descritivo. Participaram do estudo 44 alunos
com média de 12,8 (DP=1,35) anos de idade. A maioria dos entrevistados (63,6%) tinha
histórico de diabetes mellitus na família; 82,7% costumavam consumir produtos
industrializados, como biscoitos, salgado de milho e sucos artificiais. Verificou-se que a média
de peso foi de 58,18 kg (DP=15,48), onde o mínimo foi 30,20 kg e máximo 100,10 kg. De
acordo com a classificação do IMC, 20,5% apresentavam sobrepeso e o Índice de conicidade
se mostrou alterado em 34,1% dos participantes. Concluiu-se que os fatores de risco para o
desenvolvimento de DM2 mais prevalentes entre os participantes foram alimentação
inadequada, excesso de peso e histórico familiar positivo da doença. Além disso, os dados
antropométricos mostraram risco também para doenças cardiovasculares. Assim, os
profissionais de saúde devem implementar medidas que mudem esse cenário, reduzindo a
incidência dessa e outras doenças crônicas e suas complicações. |
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