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A presença histórica de crianças e adolescentes em situação de rua na sociedade brasileira tem sido considerada por estudiosos dos mais diversos ramos do conhecimento humano, como um dos graves e crescentes problemas, entre os muitos que compõem o nosso quadro social. Torna-se cada vez mais urgente o seu enfrentamento político por parte dos que governam, nas três esferas da Federação, o Estado Brasileiro, bem como do mundo acadêmico, produzindo estudos científicos para subsidiar ações das instituições governamentais e das organizações não governamentais, e o envolvimento de toda a sociedade civil. Nesse sentido, nesta pesquisa, intitulada “O cotidiano de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua: subsídios para um projeto de intervenção”, pretende-se conhecer, compreender e analisar a origem histórica desse fenômeno, o seu desenvolvimento agravado nas últimas décadas, com a popularização do uso de drogas, e o que esta união explosiva (rua e droga) fez com que os riscos que esse desprotegido segmento populacional, aumentassem imensuravelmente. O campo da pesquisa é a Praça dos Leões, um dos logradouros públicos situados no centro da cidade de Fortaleza, na qual os sete pesquisados que compõem o público alvo, convivem aleatoriamente, com outros segmentos excluídos, de forma animalesca, entregues ao próprio azar. Na obtenção dos dados de natureza qualitativa, utilizou-se de diferentes instrumentos, como questionário fechado, entrevista aberta, diário de campo e produção de desenhos. Na sua fundamentação teórica, utilizou-se de estudos historicamente produzidos sobre a temática, de diversos autores, entre outros Freitas (2000), Campos (2008), Osterne (1986), Azevedo (2002), Iongenecker (2002), Couberive (1965) e Sousa Neto (2006). Obedeceu-se a todos os procedimentos éticos exigidos na produção de estudos envolvendo seres humanos, sobretudo, crianças e adolescentes. Os resultados obtidos apontam para o descaso dos governantes e das instituições públicas e não governamentais, que, quando muito se utilizam de programas assistencialistas e de práticas caridosas, as quais não conseguem nem mesmo atenuar a sofrida realidade de vida das crianças e adolescentes em situação de rua e muito menos, reincluí-las. |
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