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SOARES, Neidelênio Baltazar. Estudo in sílico, avaliação fitoquímica, ecotoxicidade, antioxidante e antibacteriana do extrato metanólico do fungo lentinus crinitus. Monografia - Curso de Química, Instituto de Ciências Exatas e da Natureza, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção-Ceará, 2021. |
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O Reino fungi possui uma grande importância para completar os ciclos biológicos na
qual o ser humano faz parte, podendo muitas vezes ser maléfico ou benéfico em
função da relação com outros organismos. O fungo Lentinus crinitus é um cogumelo
consumido por algumas tribos indígenas, por essa questão é fundamental que se
estude e se aprofunde para o conhecer. O objetivo do presente trabalho é avaliar as
propriedades fitoquímicas do fungo Lentinus crinitus através de ensaios antioxidante,
toxidade frente à Artemia salina e antibacteriano usando as bactérias Staphylococcus,
Pseudomonas aeruginosa aureus e Escherichia coli, além de identificação da
composição química do extrato mediante a métodos espectroscópicos como
Cromatografia Líquida acoplada ao Espectro de Massas (LC-MS), bem como o estudo
de Docking molecular com todos os compostos identificados frente à Transferase do
Zika vírus (5M5B). Foram identificados nesse estudo 16 compostos demonstrando
que o fungo Lentinus crinitus é uma fonte considerável de metabolitos secundários.
Quanto ao teste de toxidade frente à Artemia salina no tempo de 24 horas obteve-se
CL50 = 2747,2 μg/mL e em 48 horas mortalidade total. Para o teste antioxidante
obteve-se 62,4% de inibição. Para a atividade antibacteriana do extrato, observou-se
que não houve a inibição nas concentrações testadas. Em relação ao estudo
fitoquímico, a composição química foi identificada, por meio do LC/MS, e o composto
1,13,4-di-O-Caffeoylquinic acid (composto 1), apresentou valores aproximados com o
ligante nativo SAM da Transferase do Zika vírus, com energia de afinidade igual a -
8,8 Kcal/mol e o seu desvio padrão médio (RMSD) de 1,872 Å. Deste modo foi
possível calcular sua constante de afinidade Ki (μM) = 0,689. Portanto, pode-se
concluir que o extrato do fungo Lentinus crinitus não possuiu atividade antibacteriana
frente às bactérias Staphylococcus, Pseudomonas aeruginosa aureus e Escherichia
coli, e que o extrato não apresentou toxidade nas concentrações testadas. A atividade
antioxidante demostrou que seu extrato pode ser considerado como potencial fontes
de antioxidantes naturais. O ensaio antibacteriano sugere um material de baixa
toxicidade com concentração abaixo de 500ppm. O resultado da simulação por meio
de docking molecular dos fitoquímicos identificados apresentou como sendo o
composto 1 um candidato promissor como inibidor do Zika vírus, tendo possibilidade
de ser explorado pela indústria farmacêutica, caso outros testes sejam realizados. |
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