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A qualidade da água é fundamental para o desenvolvimento e qualidade das
mudas de tomateiro. Porém, a região Nordeste possui a predominância de recursos hídricos
com teores elevados de sais. Neste sentido, selecionar cultivares de tomate com tolerância à
água salobra é essencial para uma melhor qualidade e produção de mudas e
consequentemente melhor desempenho agronômico. Este trabalho teve como objetivo,
avaliar o efeito do estresse salino na produção de mudas de tomate cultivadas em diferentes
tipos de substratos. O trabalho foi realizado no mês de outubro de 2022, na Unidade de
Produção de Mudas Auroras, Redenção, Ceará. O delineamento experimental foi o
inteiramente casualizado, disposto em parcelas subsubdivididas, onde a parcela é composta
por dois substratos (SB1: solo + areia + casca de arroz carbonizado, SB2: solo + areia +
composto comercial), a subparcela duas variedades de híbridos (C1: Tomate gaúcho e C2:
Tomate Santa Clara, a subsubparcela por duas águas de irrigação (0,5 e 3,0 dS m-1
). As
variáveis analisadas foram: porcentagem de emergência (PE), índice de velocidade de
emergência (IVE), tempo médio de emergência (TME), velocidade média de emergência
(VME), diâmetro do caule (DC), altura da plântula (AP), comprimento da raiz (CR), massa
seca da parte aérea (MSA), massa seca da raiz (MSR) e massa seca total (MST). O substrato
comercial apresentou maior eficiência para o índice de velocidade de emergência, velocidade
média de emergência e tempo médio de emergência. A cultivar Santa clara apresenta maior
índice de velocidade de emergência em relação a cultivar gaúcho. O substrato comercial
atenuou o estresse salino e apresentou maior porcentagem de emergência, massa seca da parte
aérea e total e a altura de plântula. O uso de água de 0,5 dS m-1
salinidade associada ao
substrato casca de arroz proporciona maior massa seca da raiz, diâmetro do colmo,
comprimento da raiz e a altura de plântulas. |
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