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Em 2013, no território indígena Pitaguary. Na Retomada da Pedreira Encantada, junto com outras pessoa e movimentos sociais engajados com indígenas para resistir a mais uma expropriação de direitos que estava preste a se concretizar, em um cenário conflituoso principalmente para os que tentam assegurar o mínimo para os parentes e aliados. Foi em meio a reuniões “a boca miúda”, planos, estratégias, noites de vigília
e na companhia dos Encantados que, nesse primeiro momento, fui entrando em sintonia com esse povo. Apoiando essa resistência com a difusão das imagens.
Posteriormente, fui me engajando na vida da aldeia, me tornando um pesquisador,
irmão e aliado. Sem nenhum conhecimento prévio do que me esperava, sem uma
ideia preconcebida sobre aquele povo. Ignorância, desinformação, colonialidade? Foi
na prática que fui descobrindo o povo indígena, não só no Ceará, mas também em
outros territórios. Alguns anos mais tarde, os estudos de Antropologia iriam ampliar
ainda mais a minha percepção. Durante esse percurso, experimentei diferentes
itinerâncias dentro e fora da aldeia, aprendendo algumas habilidades e aprimorando
outras. É pensando no trabalho antropológico, nos moldes propostos por Tim Ingold,
que pretendo afinar essa escrita às experiências vividas e começar a pensar sobre
sua proposta de educação atentiva. Portanto, é para partilhar parte dessa experiência
e da produção de imagens, junto a esse povo, que me propus a escrever esse
trabalho. E foi, mais ou menos nesse passo, entre idas e vindas à aldeia, que cheguei
até aqui. |
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