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Este trabalho se propõe revisar, através da pesquisa bibliográfica, os caminhos e as decisões tomados
por Amílcar Cabral junto à guineenses e caboverdianos para um objetivo comum – luta pela
independência – da Guiné-Bissau e Cabo Verde. O recorte temporal em estudo aqui é de 1959 a 1975.
Este estudo é mais uma contribuição para sociedade guineense e caboverdiana compreender o processo
de luta pela independência destes dois territórios. A nível acadêmico pretende-se que esta pesquisa seja
uma contribuição para futuros estudos sobre a luta pela independência da Guiné e Cabo Verde, pois no
nosso entender, tais estudos não esgotam a riqueza dos dados deste acontecimento histórico. Usando de
metodologia qualitativa as interpretações apresentadas aqui não se separam de suas origens, história,
contextos e entendimentos anteriores. Tomamos como base deste estudo os dados de arquivos da
“Plataforma Casa Comum” que disponibiliza documentos ligado à Fundação Mário Soares e Maria
Barroso. Além disso, serão usadas também outras bibliografias como teses, dissertações e artigos que
discutiram a questão da luta pela independência na Guiné-Bissau e Cabo Verde. Ao final, este trabalho
reúne e discute algumas ações, as dificuldades e algumas tensões enfrentadas por Amílcar Cabral
durante o período em questão, demonstrando que os embates contra o colonialismo avançaram não sem
resistências, boicotes e mesmo desconfortos entre as duas nacionalidades envolvidas. |
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