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O estudo do comportamento do elétron ao longo da história da física tem sido uma
jornada notável, fixada na compreensão progressiva de sua interação com campos elétricos
e magnéticos. No cruzamento entre a física clássica e quântica, a importância do estudo
do comportamento do elétron na presença de campos elétricos e magnéticos se destaca,
pois a capacidade de prever e manipular o movimento do elétron nesse ambiente é crucial
para uma gama diversificada de aplicações científicas e tecnológicas. No presente trabalho,
nos propomos a analisar o comportamento do elétron submetido a campos elétricos
e magnéticos nas perspectivas da mecânica clássica e quântica. Assim, apresentamos
inicialmente uma breve história do elétron, destacando a importância do estudo do seu
comportamento quando submetido a campos elétricos e magnéticos. Nessa transição
entre a compreensão da mecânica clássica e quântica, discutimos a relação dos campos
elétricos e magnéticos com os respetivos potenciais, a força de Lorentz na descrição
do movimento no formalismos newtoniano, lagrangiano e hamiltoniano; posteriormente,
analisamos essa interação na perspectiva da mecânica quântica, apresentando o análogo
clássico da equação do movimento e aplicamos o teorema de Ehrenfest para obtenção
dos resultados previstos classicamente. discutimos, ainda, os níveis de Landau, o gauge
simétrico, as funções de onda do estado fundamental e a precessão de Spin. Finalmente,
percebemos como que diferentes potenciais vetores podem nos levar ao mesmo campo
magnético, demonstramos a invariância de gauge e vimos que a escolha do gauge não
altera a física do problema, enquanto os campos impactam classicamente o movimento
do elétron. Dependendo da configuração de cada sistema, podemos obter movimentos
circulares, cicloidais e helicoidais. Na interação quântica, construímos o análogo clássico
da equação do movimento e percebemos que difere a menos de um termo, associado
ao campo magnético, constatamos que as energias são quantizadas e que apresentam
espectro energético similar de um oscilador harmônico, entretanto, a degenerescência
para este caso é infinita e está relacionada ao centro da órbita. Discutimos também o
gauge simétrico algebricamente e analiticamente, compreendemos que as funções de onda
do estado fundamental são infinitas. discutimos no apêndice o spin do elétron, vimos
que precessiona quando submetido ao campo magnético externo. Esperamos que essas
discussões possam contribuir para a ampliação da nossa compreensão das interações do
elétron com campos elétricos e magnéticos e destacar a relevância desses estudos através
de um tratamento que passa entre a física clássica e a quântica. |
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