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TAVARES, Ivanilde Dos Santos Soares. Inseguranca alimentar e nutricional de famílias com crianças entre seis meses a cinco anos durante a pandemia da Covid-19. 2022. 44f. Monografia - Curso de Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022. |
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Introdução: O alimento é um item essencial para todos os seres vivos, dando sustentação para a nossa saúde. É preciso considerar que sem a alimentação adequada e/ou nutritiva, o bem-estar ou o vigor humano não são garantidos, uma vez que o alimento é responsável pelo o fornecimento de nutrientes e energias, e imprescindível para a vida, em especial nos primeiros anos de vida. Assim, é importante avaliar-se o
acesso das famílias com crianças a uma alimentação adequada, sobretudo considerando
a pandemia da covid-19 que impactou no acesso aos alimentos em quantidade e
qualidade necessária. Objetivo: Conhecer o grau de Segurança alimentar em domicílios
de acadêmicos internacionais que tenham crianças entre seis meses e cinco anos de idade. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa e transversal. O estudo foi realizado em uma universidade pública e internacional. A população do estudo foi constituída por 29 estudantes internacionais da Universidade pública dos cursos da graduação, que tem crianças entre seis meses e cinco anos de
idade no domicílio. A coleta de dados foi realizada em outubro e novembro de 2021,
mediante o envio do formulário online no google forms. No formulário foi exposto o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, os dados sociodemográficos e as
condições socioeconômicas dos participantes e a Escala Brasileira de Insegurança
Alimentar. Os dados contidos na planilha de respostas dos participantes, gerada pelo
google forms, foi exportado para banco de dados próprio, em arquivo do Excel. Em
seguida os dados foram apresentados a partir da elaboração de tabelas, que permitiu
analisar os níveis da insegurança alimentar e nutricional através da EBIA utilizada ao
longo do estudo. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa. Resultados:
Observa-se que a maioria dos participantes ocupava a posição de mãe na família, mora
na cidade de Redenção, reside na zona urbana, e cursa enfermagem. Em relação à renda
mensal, a maioria recebe menos do que um salário mínimo. Nos domicílios residiam em
sua maioria até quatro moradores, com somente um filho, com idade das crianças de 6
meses a 23 meses e 30 dias, do sexo masculino. A maioria dos estudantes não recebe
auxílio da universidade, exceto alimentação; recebe o auxílio alimentação da
universidade, recebe ajuda de alguma instituição ou de alguma pessoa para a
alimentação. A pesquisa mostra que a prevalência de segurança alimentar foi de
20,69%, e de insegurança alimentar foi de 79,31%, sendo 34,48% leve, 24,14%
moderado e 20,69%. Conclusão: A grande maioria dos estudantes com crianças entre
seis meses e cinco anos vivenciam níveis de insegurança alimentar durante a pandemia
da Covid-19, sendo essa realidade grave e preocupante, tornando-se necessárias
intervenções que busquem minimizar o impacto dessa diminuição aos alimentos em
qualidade e quantidade suficiente para nutrição infantil e de toda a família. |
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