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A Mutilação Genital Feminina (MGF) é uma prática persistente que ainda é realizada em alguns
países do mundo, em particular em Guiné-Bissau, onde a prática faz parte do costume de alguns
grupos étnicos desde tempos remotos. Mesmo considerada como crime no país, vetada por lei,
ainda há uma grande parcela da população que é submetida a esse costume tradicional. A prática
é considerada perigosa, uma vez que, ao ser realizada, acarreta grande probabilidade de
transmissão de doenças. O presente trabalho tem como objetivo identificar as perspectivas da
Mutilação Genital Feminina na vida das mulheres em Guiné-Bissau, perspectivas essas
apresentadas a partir de produções acadêmicas da UNILAB. Deste modo, a metodologia
empregada neste trabalho é de uma revisão narrativa da literatura desenvolvida por meio dos
trabalhos dos autores que perfazem ao todo 16 trabalhos acadêmicos, produzidos entre os anos
de 2016 a 2021 e consistem em produções elaboradas para auxiliar na conclusão de cursos de
graduação (14) e pós-graduação da mesma universidade (2), sendo em seu aspecto
metodológico 7 pesquisas completas e 9 projetos de pesquisa. Quanto às áreas de estudo, em
sua maioria, os trabalhos foram elaborados pelo curso de Bacharelado em Humanidades (11),
seguidos pelos cursos de Licenciatura em Sociologia e Mestrado Acadêmico em Enfermagem,
com dois (2) cada, e graduação em Administração pública (1). Destes estudos, 13 tinham como
público-alvo a população da Guiné-Bissau. Resultados após a leitura na íntegra dos Trabalhos
de Conclusão de Curso (TCC) percebeu-se algumas semelhanças de abordagem de conteúdo
sobre a MGF, sendo que em sua maioria, os estudos abordavam, ao longo dos textos, discursos
associados às justificativas para manutenção da MGF (sejam elas de inúmeras naturezas), as
consequências desta prática para a vida da mulher e algumas iniciativas contra a prática da
MGF. Também se observa uma grande dificuldade relatada por parte dos autores consultados
sobre a realização dos seus trabalhos acadêmicos, tal como a falta de informação disponível.
Além de tudo, pessoas submetidas a tal prática ou que conhecem a realidade não gostam de
debater sobre o assunto por ser considerada uma ofensa aos costumes dos grupos étnicos que a
praticam, dificultando assim a coleta dos dados da pesquisa. |
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