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Em 1975, quando antigo presidente António Agostinho Neto proclama independência de Angola, o país não experimentou a tão esperada paz que possivelmente traria, pois no mesmo ano começaram os conflitos internos entre os partidos políticos existentes nesse período, nomeadamente MPLA, UNITA e FNLA. Nessa época, os partidos ora mencionados já
contavam com presença de mulheres empenhadas a contribuir para a conquista de uma Angola
melhor. Graças as mudanças feitas as forças militares do segundo maior partido político,
UNITA, foram feitas alterações radicais e nesse momento Angola entra para um sistema
multipartidário. Em 1992, Angola teve uma mulher na candidatura política de nome Anália
Pereira, servindo de incentivo para outras mulheres. Dentro de poucos anos, passou-se a
constatar presença de mulheres nos corredores de decisão política, essas mulheres passaram a
enfrentar grandes desafios para se manterem nos lugares de poder, mesmo sendo um lugar que
se compreende como lugar de todo cidadão angolano, sem distinção de género. Portanto, hoje
com esta presença de mulheres no parlamento, podemos dizer que já é um pouco satisfatório.
Hoje, na lista de países com representatividade feminina, Angola não fica de fora e conta com
um percentual acima da média mundial, quanto a representatividade feminina no parlamento.
O objetivo da pesquisa é descrever e analisar a participação da mulher na política de Angola,
em particular os desafios da presença de mulheres no parlamento, como foi variando entre o
ano de 2002 à 2022. Para isso, será realizado um estudo baseando-se em consultas de artigos,
livros e revistas publicadas que tratam do assunto, junto aos dados estatísticos disponíveis,
sejam produzidos pelo governo de Angola ou organismos internacionais. Está planejado como
parte da metodologia, entrevista com mulheres angolanas que atuam na legislatura atual. Para
isso, foi estabelecido o contato via whastapp para realizar uma entrevista aberta com Ariane
Nhani, deputada parlamentar de Angola. Embora ela tenha aceitado ser entrevistada, e inclusive
ela respondeu um questionário por escrito. A pesquisa tem como resultado preliminar a
compreensão de que apesar das dificuldades, dos discursos públicos que enquadram as
mulheres unicamente como dona de casa, vendedora, faxineira, cuidadora do lar, do esposo e
dos seus filhos, hoje tem se visto uma realidade diferente. Angola hoje está experimentando um
aumento da presença de mulheres no parlamento tendo alcançado 37.7% das mulheres na
Assembleia Nacional, quando o número de deputadas subiu de 59 para 83, aumentando as
possibilidades de contribuir de forma direta no desenvolvimento político e social de Angola. |
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