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Na tentativa de compreender as relações entre o racismo, a estruturação institucional escolar,
a prática docente e o processo de subjetivação das crianças negras que busco, nesta pesquisa,
uma teorização que exponha os efeitos gerados pelo mundo conceitual branco e pelas
violências do racismo, através das relações e experiências escolares de crianças negras que
deveriam estar experienciado o processo de ensino aprendizagem sem dores e traumas
causados pela condição de sua cor e /ou identidade racial. A partir disso, temos como
objetivo desta pesquisa evidenciar os efeitos que o racismo cotidiano presente no ambiente
escolar é capaz de desenvolver na subjetividade da criança negra de acordo com as
características do processo de subjetivação humana. Para alcançar nossos objetivos,
pretendemos, para a elaboração desta pesquisa, articular o exercício do estágio de regência,
durante a graduação no curso de Pedagogia, com uma prática científica que permita o
acompanhamento do cotidiano escolar do grupo já delimitado, tanto em ação e prática,
quanto na observação e cuidado mais específico às crianças. Consideraremos, ainda, na
construção deste processo, os elementos teóricos-metodológicos apontados por KILOMBA
(2019). Esperamos, com esse projeto, evidencializar os resultados gerados pela relação de
poder que decorre da discriminação racial sofrida por crianças negras, pois o tempo vivido no
cotidiano escolar é mediador dos possíveis efeitos assimilados por essas pessoas, já que a
frequência desses episódios é naturalizada pelos pares da educação e faz essas crianças se
perceberem a partir da ótica racista. Nesse sentido, recorro às referências teóricas que
propõem análises sobre a relevância dos rompimentos com o ideal ocidental do fazer docente
e que não se perdem das ações humanizantes quando se trata das experiências junto à
escolarização das crianças negras. |
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