| dc.description.abstract |
Entre a baixa da cidade e os musseques, entre o centro e a periferia, entre “cães” que têm um
tratamento especial e os que não têm, entre belo e o feio, entre ricos e
paupérrimos/miseráveis, entre donos e empregados, está a cidade de Luanda: Peculiar. Duas
faces da mesma moeda, um retrato dicotômico da mesma cidade que estampa a racialidade
existente dos espaços sociais ocupados por pessoas que carregam determinados traços
fenotípicos como o tom de pele, cor dos olhos, características faciais e físicas - determinantes
de poder e privilégios. O objetivo deste trabalho é, com apoio em diversas composições
musicais e pesquisas acadêmicas, problematizar os impactos do colorismo na cidade de
Luanda, tendo como ponto de partida o colonialismo. O colonialismo é a génese do
colorismo, e este por sua vez estrutura a organização hierárquica de poder na cidade: brancos,
no topo, mulatos/mestiços, no centro e mbumbus/nativos, na base. Para a realização deste
trabalho fez-se recurso à pesquisa qualitativa. Ademais, propõe-se a uma reflexão sobre a
imagem do Branco em Luanda no processo de descolonização das mentes. |
pt_BR |