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ALMEIDA, Gabriel Holanda. Masculinidades Subalternizadas em Chorozinho: a Terceira Margem do Rio.2023. 20f. Outras modalidades de produções científicas e estudo de caso - Curso de Humanidades, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2023. |
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O presente estudo pretendeu analisar as masculinidades contra-hegemônicas na cidade de
Chorozinho, Ceará, a fim de compreender o que podem as masculinidades que fogem do
padrão hegemônico estabelecido, já que a masculinidade é uma categoria de gênero
utilizada para pensar e discutir as performances de sexualidades. Os objetivos específicos
foram: investigar os direitos e deveres das diversas masculinidades que estão fora dos
padrões hegemônicos; comparar a masculinidade hegemônica e as masculinidades
subalternizadas e seus dispositivos de sobrevivência. A masculinidade está assentada na
dicotomia de mundo que circula em volta do “macho e da fêmea", homem e mulher
(ALMEIDA, 1996). Igualmente, a masculinidade é um conjunto de comportamentos e
papéis atribuídos aos homens, sendo construída socialmente a partir da cultura em que o
indivíduo está inserido. Este estudo se justifica pela escassez de investigações sobre
masculinidades na cidade de Chorozinho; pela contribuição que este trabalho pode
oferecer ao município, para que assim possa criar políticas públicas para pessoas
consideradas não hegemônicas sexualmente. Com o intuito de alcançar tais objetivos
utilizamos o método qualitativo aliado a técnica de entrevistas e observação participante
no formato de audiovisual. A situação-problema diz respeito a tentativa de responder à
pergunta: por quais motivos as masculinidades contra-hegemônicas em Chorozinho são
subalternizadas? Ainda sobre as demais situações secundárias são: O que podem as
masculinidades contra-hegemônicas? Por que a masculinidade hegemônica é uma
ferramenta a dominação e o genocídio para o povo negro e dissidentes? A principal
hipótese do trabalho refere-se à problemática do Brasil ser um país machista, racista,
sexista e misógino, cujo o poder está com o homem branco, cisgênero, heterossexual, rico
e provedor de família. As hipóteses secundárias são: as masculinidades subalternizadas
fogem do padrão heteronormativo do “ser homem”. Por fim, a masculinidade hegemônica
é resultado do poder, estruturada em cima da opressão e da dominação, sobretudo a
dominação sobre as mulheres e homens que não estão nos padrões dominantes em sua
diversidade. Para o embasamento teórico, utilizamos as seguintes autoras, hooks (2019;
2022), CONNELL (1995), CONCEIÇÃO (2011; 2017), BUTTLER (2003; 2018),
ALBUQUERQUE JÚNIOR (2011; 2013), ALMEIDA (1996), SPIVAK (2010),
ADICHIE (2019), dentre outras. Com isso, espera-se que a realização dessa pesquisa
possa contribuir para ampliar as discussões sobre as masculinidades, bem como a
existência dos corpos dissidentes, humanizando-os e desmistificando suas vivências,
sobretudo, na cidade de Chorozinho. |
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