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A (re)inserção das autoridades tradicionais de Caió no cenário político-administrativo da Guiné-Bissau (1992-2014)

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dc.contributor.author Caomique, Policarpo Gomes
dc.date.accessioned 2024-08-19T13:33:10Z
dc.date.available 2024-08-19T13:33:10Z
dc.date.issued 2017-12-18
dc.identifier.citation CAOMIQUE, P. G. (2017) pt_BR
dc.identifier.uri https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/5588
dc.description CAOMIQUE, Policarpo Gomes. A (re)inserção das autoridades tradicionais de Caió no cenário político-administrativo da Guiné-Bissau (1992-2014). 2017. 21f. Monografia (Graduação) - curso de Humanidades, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção-Ceará, 2017. pt_BR
dc.description.abstract O debate em torno da condição da mulher e das relações de gênero na África Subsaariana tem sido permeado por discrepâncias entre as intelectuais e estudiosas africanas e afro diaspóricas. Encontram- se, num extremo, as vozes que defendem que a opressão, a desigualdade de gênero e o patriarcado antecedem a instalação do sistema colonial e que não há nenhum problema em se autodenominarem de feministas. E noutro, as personalidades que, apesar de reconhecerem a existência de opressões e das assimetrias políticas e socioeconômicas baseadas no gênero, as enxergam como uma consequência do projeto capitalista, colonial e patriarcal europeu que, num determinado contexto histórico, se instalou no continente. Sendo, na concepção delas, necessário olhar a base teórica do discurso a respeito do gênero, de maneira crítica, eclética e abrangente, considerando sempre o lugar cultural dos idealizadores e as relações do poder que envolvem a produção epistêmica. Na sociologia, encara-se a realidade como uma construção social que decorre a partir do desenvolvimento simultâneo de dois processos de produção do conhecimento. No primeiro processo, chamado de objetivação, o saber é institucionalizado e legitimado, no segundo processo chamado de subjetivação, este saber é interiorizado e reproduzido. Cabe, no entanto, ao sociólogo ou à socióloga compreender como se dá o processo de criação e validação de verdades nas sociedades específicas. Mesmo que o feminismo ocidental tenha servido ao funcionalismo europeu e ao imperialismo norte-americano, a desigualdade, a discriminação e a opressão de gênero são, atualmente, uma realidade no contexto africano e precisam ser identificadas e denunciadas. No entanto, as reflexões sobre a situação da mulher na África Subsaariana precisam basear- se em propostas teóricas que atentam às sutilezas socioculturais africanas, visando, em última instância, discernir tanto a importação desatenta dos debates quanto a instrumentalização das identidades culturais, religiosas e/ou políticas para manter o monopólio sobre as mulheres. pt_BR
dc.language.iso pt_BR pt_BR
dc.subject Ruptura epistêmica pt_BR
dc.subject Descolonização pt_BR
dc.subject Gênero pt_BR
dc.subject África Subsaariana pt_BR
dc.title A (re)inserção das autoridades tradicionais de Caió no cenário político-administrativo da Guiné-Bissau (1992-2014) pt_BR
dc.type Monograph pt_BR


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