Resumen:
O objetivo deste trabalho visa analisar as instabilidades políticas na Guiné-Bissau, tendo
como recorte o golpe de Estado do ano 2012, que destitui o governo democraticamente eleito
sob a liderança de Carlos Gomes Junior, ex-primeiro-ministro guineense de maio de 2004 a
novembro de 2005. Iniciou-se o estudo apontando a metodologia qualitativa utilizada para a
recolha dos dados sobre as percepções que os entrevistados têm sobre o golpe de 12 de abril.
O objetivo é confrontar as visões dos entrevistados com a literatura nacional sobre a temática
conflito político, considerando os objetivos e as questões que nortearam a pesquisa
qualitativa, quais sejam, as percepções sobre a instabilidade política, as percepções sobre a
elite política e militar e as percepções sobre golpe de Estado de 12 de abril de 2012. Para
alcançar tais percepções, utilizou-se a técnica de Análise de Conteúdo. É nosso interesse
compreender, através de conteúdos manifestos e latentes, alguns aspetos da realidade
guineense que teriam motivado os sucessivos conflitos, centrando-se na confrontação de
autoridade legal do governo por parte de uma elite militar, na sequência de golpe de Estado de
12 de abril. O argumento defendido é que o golpe de 12 de abril teve várias faces, motivações,
atores, interesses, seja eles militar e civil, com problemas de consolidação de Estado em
satisfação às necessidades básicas da população. Leva ainda em consideração o passado
colonial e o presente marcado pela presença de grupos geoestratégicos dispostos a controlar o
Estado.
Descripción:
CABI, Sambite Santos. Instabilidade política e militar na Guiné-Bissau: percepções sobre o golpe de estado de 12 de Abril de 2012. 2017. 52f. Monografia (Graduação) - curso de Humanidades, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção-Ceará, 2017.