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O presente artigo situa-se no campo dos estudos de interculturalidade e de migração. Tem por
objetivo geral, compreender as formas de integração dos estudantes africanos na diáspora
cearense, em especial analisar os desafios da integração intercultural dos estudantes guineenses e
brasileiros na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, no período
de 2017. Para coletar seus dados usa-se da abordagem qualitativa, assim como da pesquisa
documental e de campo utilizando questionários semiestruturados e de entrevistas com estudantes
da UNILAB. A pesquisa estrutura-se nas discussões teóricas em torno da interculturalidade
relacional, funcional e crítica de Catherine Walsh, da interculturalidade progressista e
hermenêutica diatópica de Boaventura Souza Santos, do problema da integração sistémica de Rui
Pena Pires, da integração de proximidade de Jorge Macaísta Malheiro, da diáspora africana
estudantil de Ercílio Neves Brandão Langa. Percebe-se que o problema da não integração tem a
ver com a homogeneização, preconceito, racismo, discriminação que os estudantes brasileiros,
muita das vezes, têm manifestado para com os estudantes de outras nacionalidades. Para superar
esse problema é preciso desenvolver um trabalho de educação antirracista dentro da comunidade
acadêmica da UNILAB, assim como no Maciço de Baturité, tentando transformar a integração
numa política pública, com ações de integração no sentido de facilitar espaços de diálogo, de
escuta de outro para aprender sobre ele e a sua cultura; criando assim uma cultura de parcerias,
interações positivas, tolerância, compreensão mútua e solidariedade social e o respeito às
diferenças. |
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