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O presente artigo tem como proposta uma análise do romance A gloriosa família, do autor angolano Pepetela, numa perspectiva de identificar, por meio da pesquisa teórica e da interpretação literária, os processos de construção do narrador, apoiando-se nas noções de romance histórico defendidas por Georg Lukács (1996), na ideia de subalternidade colocada pela teórica indiana Gayatri C. Spivak (2010) e na teoria da metaficção historiográfica explanada pela teórica Linda Hutcheon (1991). Observa-se que o romance advoga uma revisão da história angolana a partir da articulação entre fato e ficção margeada pela técnica metaficcional. |
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