Resumo:
Este trabalho propõe uma análise da obra A última tragédia, de Abdulai Silá, e uma interlocução entre
literatura e história para discutir relações dicotômicas entre colonizador e colonizado. Dessa forma, sua
abordagem inicial se insere no método bibliográfico para a fundamentação acerca do processo de
colonização em Guiné-Bissau, e, também, da independência, haja vista que o romance possui um
enredo situado no primeiro período mencionado, mas remete às possibilidades de interpretação da
pós-independência. A pesquisa debate uma trama envolvente na qual o narrador descreve tipos que
seriam tomados como representativos do homem branco colonizador, cujas ações aludem às
estratégias de dominação em solo guineense, por outro lado, aborda personagens locais que
desmistificam a violenta noção de passividade dos povos autóctones presentes em outras diegeses
ocidentais que preservam esse pensamento eurocentrista. Trata-se, por conseguinte, de mergulhar
numa narrativa que reescreve o encontro do eu (nativo) com o outro (colonizador), interpretando os
atos de resistência daquele frente à violência deste, enquanto processo pela busca de uma identidade
individual e coletiva.
Descrição:
SILVA, José Alves da. As estruturas de dominação do
colonizador e os recursos de resistência dos protagonistas na obra A última tragédia, de Abdulai Silá. 2022, 18f. TCC - Curso de Especialização Interdisciplinar em literaturas
Africanas de Língua Portuguesa/ILL, Instituto de Educação a Distância - EAD, Universidade da
Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.