Resumo:
A proposta deste artigo é problematizar os desequilíbrios e assimetrias com relação à
representatividade feminina na política. Nesse caminho objetiva empreender uma análise da
Lei no 14.192, de 4 de agosto de 2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e
combater a violência política contra as mulheres. Também sem olvidar das contribuições da
proteção jurídica da Resolução no 23.610/19 que prevê pena de reclusão para ações delitivas
que tenham a finalidade de impedir ou dificultar a campanha da candidata ou o desempenho
do mandato eletivo. Dessa forma, pretendemos fomentar uma maior compreensão sobre o
androcentrismo, que tem como base o sistema patriarcal. No entanto, é importante ressaltar
que em determinados espaços, como o campo político, as mulheres ainda possuem uma
atuação muito tímida, decorrente da prevalência do androcentrismo político, o que pode ser
corroborado pelos últimos acontecimentos onde mulheres que atuam nesse nicho foram
vítimas de violência política de gênero. O emprego de pesquisa bibliográfica, através de
consultas em artigos e livros de autores que debatem o assunto, assim como, pesquisa
documental, através da análise da Lei no 14.192/21 que estabelece as normas de prevenção e
combate a violência política contra a mulher. Nossos resultados indicam que as mulheres
ainda são vítimas da violência política de gênero, a qual foi potencializada nos últimos
tempos, o que denota a importância e urgência de leis que as protejam dessa violência e
garantam sua inserção e consolidação nos espaços políticos.
Descrição:
SOUSA, Clerislânia de Albuquerque. Androcentrismo político: violência de gênero e representatividade feminina na perspectiva da Lei N° 14.192/2021. 2022, 16f. TCC - Curso de Especialização em Gênero, Diversidade e
Direitos Humanos, Instituto de Educação a Distância - EAD, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia
Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.