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O presente estudo tem como objetivo central verificar as condições de trabalho das
parteiras tradicionais e compará-las a com as violências obstétricas sofridas pelas
mulheres nos partos que são realizados em hospitais ou clinicas particulares, onde se
observa o desprezo às pacientes, falta de investimento e más condições de trabalho, a fim
de melhorar a qualidade de vida das parteiras e consequentemente das parturientes.
Ressalta-se ainda que embora as parteiras tradicionais não possuam formação acadêmica,
ainda assim com conhecimentos, experiências, técnicas e manipulação de remédios
naturais elas conseguem acompanhar as gestantes no pré-natal, no parto e pós-parto.
Desta forma espera-se comprender tal problema com intuito de promover discussões e
debates para mostrar a importância dos saberes tradiocionais das parteiras que devem
camiham lado a lado com os conhecimentos científicos nestas sociedades. A pesquisa
será desenvolvida na Província do Bié, municipio do Andulo. A abordagem será
qualitativa, como foco em entrevista, na observação e na documentação disponível.
Espera que a realização possa contribuir nas novas aplicações de política públicas de
saúde de modo a melhorar o trabalho das parteiras tradicionais e terem reconhecimento
na função pública a nível do país, no entanto também é de realçar que no âmbito
acadêmico tenha mais trabalhos sobre esta temática. |
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