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Este trabalho, intitulado: “A Prática da Mutilação Genital Feminina na Guiné-Bissau: o caso da Etnia Mandinga de Farim”, é um projeto de pesquisa elaborado como requisito para conclusão do curso de Bacharelado em Humanidades. Tem como objetivo compreender a prática da Mutilação Genital Feminina (MGF) da etnia Mandinga, do Setor de Farim, na Região de Oio, em Guiné-Bissau. Entende-se que a mutilação genital feminina, como sendo uma prática secular que muitas das vezes é associada a fundamentos tradicionais e religiosos de certas comunidades e crentes muçulmanos, que na sua execução, baseia-se na corte do órgão externo de uma menina ou mulher por motivos não médicos, isto é, ela é feita por razões sociais, culturais, religiosas ou de higiene. Deste modo, a prática compreende os procedimentos que
envolvem a remoção parcial ou total da genitália externa feminina ou outros danos aos órgãos genitais femininos. Dada a essa preocupação, com este projeto, pretende-se por um lado, mostrar o perigo da mutilação genital feminina para a sociedade, sobretudo para as mulheres. Por outro lado, contribuindo para abrir as portas de pesquisas e debates no campo acadêmico e social sobre o fenômeno em estudo, promovendo assim, o direito e a dignidade humana das pessoas para todas as camadas, neste caso refere-se as mulheres na sociedade. Para sua materialização, pretendemos revisar bibliografias, (obras, artigos de diferentes autores), relatórios de agências internacionais, a exemplo da OMS, UNICEF, entre outras, e das ONGs presentes no país assim, também realizar as entrevistas com questões abertas, buscando assim respostas para inúmeras perguntas. |
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