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A presente proposta de projeto de pesquisa tem como objeto de estudo o processo de transição democrática na Guiné-Bissau, fazendo uma análise da proliferação dos partidos políticos de (1991-2018). Pressupõem-se que as abordagens sobre o processo de transição democrática na Guiné-Bissau têm uma dimensão de estudo interdisciplinar e multidisciplinar. Este trabalho pretende analisar o processo de transição democrática e os impactos da proliferação dos partidos políticos no cenário político guineense, uma vez que as discussões sobre o tema são quase inexpressivas na literatura bissau-guineense e, por esse motivo, o estudo visa apoiar-se no levantamento bibliográfico que se debruça sobre essa questão. Perante isso, será feito também um trabalho de campo na Guiné-Bissau, na cidade de Bissau, e serão entrevistadas 13 pessoas no total,
que têm o conhecimento sobre o problema em análise, entre as quais 2 pessoas do Partido Africano
para Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), 2 pessoas do Partido da Renovação Social
(PRS), 2 pessoas do Movimento de Alternância Democrática (MADEM-G15), respetivamente, os
presidentes e os secretários gerais dos respetivos partidos, 1 cientista social, 1 sociólogo, 2
cientistas políticas e 3 cidadãos da sociedade civil. No entanto, o nosso trabalho está em andamento
e, conseguintemente, com a realização de uma análise preliminar, percebemos que a
democratização no país não só resulta da vontade endógena, mas de fatores exógenos impostas
através das agências internacionais como Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional. Nesta
análise, constata-se que várias razões explicam a proliferação dos partidos [alguns sem estruturas
e sem ideologia política] como manter status quo, ascensão social, política e econômica dos seus
líderes. |
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