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VIEIRA, Antônia Graziele de Almeida. Rodas de conversa como estratégia de cuidado em saúde mental de adolescentes em retorno às aulas presenciais em tempos de pandemia do covid-19. 2024. 32f. TCC - Curso de Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2024. |
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Introdução: A pandemia de COVID-19 afetou a saúde mental dos adolescentes, especialmente
no ambiente escolar. O retorno às aulas destacou a importância de intervenções, como as rodas
de conversa, para oferecer suporte emocional a esses alunos. Objetivo: compreender as
contribuições das rodas de conversa como estratégia de cuidado em saúde mental para
adolescentes durante o retorno às aulas presenciais em tempos de pandemia de COVID-19.
Método: Trata-se de um estudo descritivo e qualitativo, conduzido de maio a agosto de 2023,
em uma escola pública de ensino médio, localizada no município de Redenção, no interior do
estado do Ceará. Os participantes do estudo foram alunos de uma turma do 1° ano e a outra do
3° ano da referida escola de ensino médio. Incluíram-se estudantes de ambos os sexos, com faixa
etária variada, com disponibilidade de participar de seis rodas de conversa. Excluíram-se aqueles
que estavam de licença saúde ou maternidade e alunos com suspensão temporária da escola. As
rodas de conversa tiveram duração de 1 hora em cada turma, em que cada turma participou de
seis encontros, conduzidos pelos bolsistas do curso de Enfermagem, do grupo de Ensino,
Pesquisa e Extensão em Saúde Mental. Um pesquisador colaborador registrou todas as falas
manualmente. Em cada encontro, era realizada uma dinâmica de quebra-gelo para criar vínculo
com a turma. Após isso, eram debatidos os seguintes temas: saúde mental e emocional,
autocuidado, autoconhecimento, autoestima e autoconfiança, emoções, socialização e relações
interpessoais, planejamento de estudos e metas para o futuro, pressão social e acadêmica,
inclusão e diversidade. O instrumento de coleta de dados continha duas partes: 1) questões
objetivas sobre os aspectos sociodemográficos e 2) seis questões subjetivas sobre o retorno às
aulas e as rodas de conversa. Os dados inerentes ao perfil sociodemográfico foram analisados
no programa Epi InfoTM. Os discursos dos estudantes foram analisados no software IraMuteq®.
A pesquisa recebeu aprovação ética (6.124.101/2023). Resultados: Houve a participação de 50
estudantes, sendo 27 estudantes do 1° ano e 23 do 3° ano do ensino médio, com predomínio do
sexo feminino (n=27; 54%). A faixa etária variou de 14 a 18 anos, com idade média 16,6 anos.
Ao analisar os discursos dos estudantes foram observadas 2568 ocorrências de palavras e
emergiram seis categorias: aprendizados com as rodas de conversas; estratégias de enfrentamento
e superação de adversidades após o retorno das aulas; sentimentos após o retorno das aulas
presenciais; medo de não conseguir retomar os conteúdos das aulas após muito tempo; avaliação
dos estudantes acerca das rodas de conversa; contribuição das rodas de encontro na saúde mental dos estudantes.Conclusão: As rodas de conversa foram essenciais
para o desenvolvimento emocional dos alunos, oferecendo um ambiente seguro e promovendo
habilidades interpessoais e estratégias de enfrentamento. Elas melhoraram as relações entre os
participantes e aumentaram a positividade. As escolas devem adotar essas práticas para apoiar
o desenvolvimento social e emocional dos alunos, preparando-os melhor para o mercado de
trabalho. |
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