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BARROSO, Hélida de Oliveira. Crítica a Mandala como sistema produtivo para a realidade agrária do semiárido. 2016. 83 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Mestrado Acadêmico em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis, Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção-Ceara, 2016. |
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Os agricultores que estão inseridos no contexto dessa pesquisa são sujeitos que lidam com
a inserção da sua realidade aos moldes das diferentes políticas assistencialistas proposta
pelo governo, desde o processo de estruturação de sua terra no caso do Assentamento até
os pacotes tecnológicos de produção agrícola para ambas as realidades, Assentamento
Mulungu e Comunidade do Iu. Portanto, a proposta da pesquisa é expor o uso do sistema
produtivo mandalla, partindo do histórico de disseminação na região Nordeste, instalação
na comunidade e apropriação desta tecnologia pelos agricultores, a fim de analisar sua
contribuição a partir de relatos reais, do uso do sistema tradicional de horta, bibliografia
que exponha o objeto de estudos com sistemas circulares de produção que possam dar
suporte para o entendimento da problemática e análise técnica. O acesso ao Assentamento
Mulungu partindo de Fortaleza se dá pela BR 222, localizado a 119 km da Capital
cearense, Brasil. A outra realidade é conhecida como comunidade do Iu, localizada no
município de Capistrano região norte do Estado do Ceará a 140 km de Fortaleza. Ambas
realidades apresentam descrições de diferentes práticas do sistema mandalla, embasada
pela etnografia e em conjunto com o processo da pesquisa participativa, no Assentamento
se utilizou de oficinas, complementadas com conversas informais armazenadas em diário
de campo. Na comunidade do Iu a partir da vivência de campo e da revisão de literatura
foram criados questionários semiestruturados, tabelas para acompanhamento da produção
vegetal e animal. Tanto para análise físico-química como biológica do solo e nas
avaliações da produção vegetal, ambos os sistemas apresentaram comportamento
semelhante, já para a força de trabalhou observou-se que o sistema mandalla requer maior
esforço. Esses são as primeiras análises para o Sistema de Produção Mandalla de maneira
crítica e que leva em consideração os aspectos técnicos. O que se destaca no processo de
instalação e apropriação da tecnologia pelos agricultores é a facilidade de adquirir o
mesmo, pois este chega “sem custo”. Ao ponto que a metodologia também é um processo
de formação, contudo o acervo cultural das comunidades agrícolas vai de encontro ao
manejo que é proposto. Vale deixar claro que o caso não é de apontar o certo e o errado,
mas questionar para entender o processo de criação, patente e chegada desse pacote
tecnológico a realidade agrária. |
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