| dc.description.abstract |
Ao longo dos séculos, seja na época colonial ou no império, o Brasil construiu sua
história à custa da escravidão de africanos traficados e escravizados. A luta pela
abolição desta instituição teve participação ativa dos cativos, apesar de a historiografia
brasileira (durante algum tempo) não ter dado grande destaque para essa
participação, como também dos movimentos abolicionistas. Porém, o que ficou
registrado na história foi a abolição como tendo sido resultado da ação dos
parlamentares e da princesa Isabel. O objetivo principal desse trabalho é entendermos
a construção de diferentes narrativas historiográficas sobre a abolição, que incluem
questões como as leis aprovadas no Parlamento, assim como a avaliação da
importância das lutas escravas no contexto destas leis. Para isto, usaremos material
teórico de alguns autores, tanto dos que conviveram com a escravidão (século XIX)
quanto os historiadores até fins do século XX; analisando as percepções que estes
autores tiveram do processo da abolição. Desde a visão que se tinha do cativo como
sendo incapaz, preguiçoso, com tendência a violência; até a aceitação e
reconhecimento de que o cativo participou ativamente da batalha por sua liberdade.
Ou seja, ele deixou de ser uma ‘coisa’, e passou a ser agente e protagonista da sua
vida, mudando sua história. |
pt_BR |