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A feminização da velhice é um fenômeno importante e complexo, influenciado por
diversos fatores, incluindo a maior expectativa de vida das mulheres, diferenças biológicas,
exposição a fatores de risco e comportamentos relacionados à saúde. Portanto, é considerado
o grupo mais propício a desenvolver depressão. Essas disparidades destacam a necessidade de
abordagens específicas para lidar com os desafios enfrentados pelas mulheres idosas.
Objetivo: Analisar a relação entre qualidade de vida e sintomatologia depressiva em idosas
no Município de Redenção -Ce. Metodologia: A pesquisa se consolidou no Centro de
Referência a Assistência Social (CRAS) do município de Redenção-CE, entre o período de
agosto e setembro de 2024 de forma quinzenal. O estudo contou com a participação de 33
idosas. A coleta dos dados sociodemográficos foi realizada por meio do preenchimento de um
formulário semiestruturado e posteriormente foram utilizadas duas escala, sendo a primeira a
Escala de Depressão Geriátrica (EDG-15) contendo 15 perguntas de sim ou não e segunda
ferramenta é a WHOQOL-OLD constituída de 24 questões, distribuídas em seis domínios.
Foram calculadas as estatísticas resumidas, como média, mediana, desvio padrão e intervalos
de confiança, para cada uma das escalas. Foi utilizado o programa Microsoft Office Excel
2016 e o Statistical Package for Social Science (SPSS) versão 23.0 para tabulação dos
resultados. Foram inclusas no estudo as idosas que participavam das atividades propostas pelo
CRAS e que estavam disponíveis durante o período de coleta de dados. Sendo excluídas
aquelas que não atingiram a pontuação mínima do Mini Exame do Estado Mental (MEEM).
Resultados: Entre as idosas estudadas (63,6%) apresentam quadros depressivos e qualidade
de vida geral média de (75,9). No instrumento WHOQOL-OLD a faceta Atividades presentes,
passadas e futuras obteve uma das maiores pontuações, indicando uma boa capacidade das
idosas idealizar e realizar projetos futuros. As facetas Participação social e Morte e morrer
apresentaram as mais baixas pontuações. Conclusão: Os resultados sugerem que a qualidade
de vida das idosas estudadas em relação a depressão é percebida como "regular" . Isso pode
refletir uma percepção positiva das condições de saúde, bem-estar, relações sociais e apoio
recebido no tratamento de sintomas depressivos, indicando que as intervenções realizadas nos
serviços de saúde estão sendo eficazes para promover um envelhecimento saudável. |
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