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FARIAS, Ana Gesselena da Silva. Caracterização e associação entre hábitos de higiene oral, estilo de vida e perfil alimentar de universitários da comunidade de países de língua Portuguesa. 2017. 87 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Mestrado Acadêmico em Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção-Ceara, 2017. |
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Universitários tornam-se vulneráveis ao desenvolvimento de patologias orais pela adoção de
novos comportamentos relacionados ao estilo de vida, alimentação e hábitos de higiene oral.
O estudo objetivou analisar os hábitos de higiene oral, estilo de vida e perfil alimentar de
universitários recém-ingressos à Universidade. Trata-se de uma pesquisa descritiva,
exploratória e quantitativa, conduzida com acadêmicos brasileiros e internacionais recémingressos a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
Após aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), foi preenchido um
questionário, abordando as temáticas: aspectos biológicos, sociodemográficos e econômicos;
hábitos de higiene bucal; perfil alimentar e estilo de vida. Os dados foram organizados e
processados pelo Programa Epi Info. Foi realizada análise descritiva, obtendo-se frequências
relativas e absolutas das variáveis categóricas. Para avaliação das relações entre essas
variáveis, foi aplicado o Teste qui-quadrado ou Teste exato de Fisher. Foi adotado o nível de
significância de P < 0,05. Participaram do estudo 131 universitários, dos quais 101 eram
brasileiros e 30 internacionais. Dos participantes, 50,6% dos brasileiros e 63,3% dos
internacionais consideravam sua higiene oral como regular. Quanto à frequência de
escovação, 58,4% dos brasileiros e 56,7% dos internacionais faziam-na 3 vezes ao dia. Dentre
os meios utilizados na higienização oral, destacaram-se a escova e creme dental. A maior
parte dos brasileiros conhecia o fio dental em detrimento de um menor quantitativo de
internacionais (56,7%). Em relação ao seu uso, mais da metade dos brasileiros o fazia,
contrapondo-se aos 76% dos internacionais que não o utilizava. Um maior quantitativo de
brasileiros buscou atendimento odontológico. A prática de atividade física foi maior entre os
universitários internacionais, os quais praticavam principalmente futebol. Para os brasileiros,
29,5% realizavam musculação e 20,4% faziam futebol. A maioria dos estudantes não fumava
e, quanto ao consumo de bebida alcoólica, 63,4% dos brasileiros e 50% dos internacionais não
tinham esse hábito. Os alimentos mais consumidos foram suco de fruta, café e leite com
açúcar. Houve relação significativa entre idade com busca por atendimento odontológico e
prática de atividade física. Observou-se associação significativa entre renda com busca por
atendimento odontológico e consumo de leite com açúcar. Constatou-se relação significante
entre consumo de suco de fruta com açúcar e percepção de higiene oral e frequência de
escovação. Resultado semelhante ocorreu com o consumo de café com açúcar. Os dados
mostraram relação significante entre consumo de leite com açúcar e busca por atendimento
odontológico. Pode-se concluir que os universitários, independentemente da nacionalidade,apesar de não terem uma adequada percepção da higiene oral e não fazerem uso de todos os
meios essenciais para essa prática, eles possuíam uma boa frequência de escovação e
buscavam atendimento odontológico. Eles tinham uma alimentação inadequada. Os aspectos
bio-sociodemográfico e econômico, hábitos de higiene oral, estilo de vida e perfil alimentar se
relacionavam. Diante dos dados obtidos nessa pesquisa, podem-se fomentar debates e ações
no ambiente universitário e seu entorno sobre as temáticas investigadas, com o intuito de
prevenir doenças e manter a saúde dos universitários. |
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