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No cenário mundial, as mudanças climáticas têm gerado impactos consistentes sobre a
natureza e a saúde humana. Nesse contexto, eventos climáticos ligados a precipitação são
responsáveis pelo aumento da morbimortalidade por doenças respiratórias crônicas não
transmissíveis, como a asma e a rinite alérgica, que acarretam aumento na utilização dos
serviços de saúde e nos gastos públicos. Apesar das evidências científicas demonstrarem
os efeitos do clima sobre a saúde respiratória, estratégias de controle desses eventos ainda
não foram devidamente instrumentalizados na prática clínica. Portanto, cabe o interesse
em caracterizar os mecanismos das ações climáticas sobre a saúde, para embasar medidas
para o controle e prevenção de agravos na saúde. Dessa forma, este estudo objetivou
investigar a influência de fatores ambientais e comportamentais (índices pluviométricos,
fatores ambientais, condições pessoais e hábitos alimentares) relacionados a prevalência
de sintomas respiratórios em adolescentes. Trata-se de um estudo observacional,
descritivo e de corte misto, desenvolvido em duas etapas: estudo transversal e
ecológico. Durante a primeira etapa, identificou-se a prevalência de sintomas
respiratórios entre estudantes, de 14 a 19 anos, em duas escolas nos municípios de
Pacatuba e Redenção. O período de coleta contemplou os meses de novembro e dezembro
de 2024, utilizando o questionário validado do International Study of Asthma and
Allergies in Childhood (ISSAC). Na etapa seguinte, realizou-se uma busca dos dados de
pluviometria anual registrados na FUNCEME, os dados obtidos foram relacionados à
prevalência de sintomas utilizando análise descritiva. A pesquisa foi aprovada pelo
comitê de ética da UNILAB, conforme parecer no 7.094.758. Observou-se a maior
prevalência de sintomas respiratórios característicos de rinite em adolescentes em
Pacatuba. Este fenômeno esteve relacionado a fatores do ambiente urbano, como a
poluição ar; e condições pessoais, como consumo de alimentos ultraprocessados,
presença de animais com pelos e exposição dária ao fumo passivo. No que se refere aos
efeitos da precipitação, a ocorrência de crises de asma e rinite decorreu em períodos de
seca nas regiões. Por outro lado, a prevalência média de casos foi mantida, em períodos
chuvosos, pela ação de mecanismos indiretos sobre o ambiente. Portanto, medidas
educativas destinadas a modificação de comportamentos de risco são necessárias visando
o manejo adequado dos sintomas respiratórios pelos adolescentes. |
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