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O amendoim, Arachis hypogaea L., está entre as principais culturas agrícolas mundiais no seguimento das oleaginosas. A área plantada no Brasil no ano agrícola 2016/2017 superou os de 129 mil hectares com produção de 466,2 mil toneladas, aumento de 13% em relação à safra anterior. A região Nordeste é a segunda maior região produtora e consumidora de amendoim do Brasil, com um consumo maior que 50 mil t/ano, contudo, a produção da região é estimada em de 10,9 mil t/ano. A baixa produtividade das lavouras na região nordeste é a principal
justificativa para o melhoramento, este, por sua vez, depende do uso da variabilidade genética
existente dos acessos guardados nos bancos de germoplasma. Este trabalho teve como
objetivo identificar genitores contrastantes e duplicatas em uma coleção de germoplasma.
Foram utilizados 15 marcadores moleculares ISSR para estimar as distâncias entre os acessos
avaliados. Utilizou-se o índice de Jaccard para se obter a dissimilaridade entre os acessos,
com base polimorfismos amplificados por PCR. A dissimilaridade foi projetada por meio do
método de agrupamento UPGMA (Unweighted Pair-Group Method Average). Do total de
quinze (15) iniciadores que foram utilizados nesse trabalho, treze (13) produziram
amplificação. Entre esses, dez (10) apresentaram bandas polimórficas, representando 66% do
total de primers ISSR testados. Foram produzidas um total de 58 bandas, entre essas 26 foram
polimórficas enquanto 32 monomórficas, representando uma taxa de 45% de polimorfismo.
Obteve-se uma média de 2,6 bandas polimórficas por iniciador. Os primers UBC 841 e UBC
842 foram os mais responsivos pela diferenciação dos acessos com maior número de bandas
polimórficas. O amendoim cultivado apresenta um baixo índice de polimorfismo com a
utilização de marcadores moleculares, sendo necessário a utilização de uma grande
quantidade de iniciadores para diferenciar de forma exitosa os acessos de coleção de
germoplasma. |
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