Resumen:
A discriminação com identidades de gênero e sexualidades dissidentes no Brasil é um
problema sócio-histórico que se inicia desde a vinda dos colonizadores, que impuseram as
suas normas culturais, religiosas e morais às populações indígenas já no período da invasão
territorial. Instalou-se, desde então, até o tempo presente, aquilo que pesquisadores como
Estevão Rafael Fernandes (2017) e María Lugones (2014) denominam como colonialidade de
gênero e sexualidade, na impressão de preconceitos e violências diversas mediante a
heterossexualização forçada. Desde então, com a instalação e a escalada da
LGBTQIAPN+fobia no Brasil, vê-se, ainda no século XXI, muito preconceito, intolerância,
discursos de ódio, desigualdade e violência. Isso acontece por se tratar de uma herança
colonial, reproduzida, estruturada e fundamentada nas normas sociais ocidentais patriarcais e
sexistas. Tendo em vista esse contexto estrutural de sexismo e LGBTQIAPN+fobia, com
raízes históricas coloniais, sempre foi difícil a inserção e a permanência de pessoas
LGBTQIAPN+ no mercado de trabalho. Isso se comprova nos processos seletivos e nos
diversos ambiente de trabalho, nos quais pessoas LGBTQIAPN+ não são geralmente bem-
vindes. O resultado histórico de toda essa LGBTQIAPN+fobia é a exclusão social, o
desemprego, a falta de acesso a oportunidades e a toxicidade nos diversos ambientes e
relações institucionais, além do adoecimento psicológico generalizado da população
LGBTQIAPN+.
Descripción:
RODRIGUES, Paulo Gabriel Lima. A colonialidade de gênero como causa história da desgualdade laboral de pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil. 2024. 21f. Projeto de Pesquisa - Curso de Humanidades, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2024.