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Objetivo: Avaliar os componentes do processo de trabalho no contexto da imunização em um
município do interior do Ceará. Método: Estudo exploratório, avaliativo, observacional e
transversal, de caráter descritivo e abordagem quantitativa, realizado entre dezembro de 2024 e
março de 2025, no município de Redenção-CE. O campo de coleta compreendeu as salas de
vacinação das Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS). Foram incluídas as salas de
vacina e a rede de frio pertencentes à estrutura organizacional municipal, em pleno
funcionamento, com equipe e equipamentos públicos; e excluídas as unidades privadas,
filantrópicas, desativadas ou em reforma. Utilizou-se o instrumento do PlanificaSUS para
Avaliação do Microprocesso de Vacinação, adaptado do PAISSV e atualizado conforme o
Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação, o Manual da Rede de Frio do PNI e a
Portaria nº 2.499/2019. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel 2016 e analisados no Epi
Info, por meio de frequências absolutas e relativas, classificando as salas como: ideais (90
100%), boas (76–89%), regulares (50–75%) e insuficientes (<50%). O estudo foi aprovado pelo
Comitê de Ética da UNILAB (Parecer nº 7.113.434). Resultados: A amostra foi composta por
12 doze salas de vacinas, que tiveram predominância da categoria de técnicos de enfermagem,
representando 91,67% do total de participantes (n=11), em contraste com apenas 8,33% de
enfermeiros (n=1) atuando na sala de vacina. A distribuição por sexo da amostra revelou
predominância feminina, correspondendo a 83,33% dos participantes (n=10), em contraste com
16,67% de indivíduos do sexo masculino (n=2). No que refere a idade, a média foi de 41,67
anos (DP = 7,64), variando de 28 a 52 anos. Com relação ao tempo de formação, foi entre 9 e
25 anos. A média observada foi de 15,91 anos (DP = 5,19), com mediana de 15,5 e moda igual
a 11. Quanto ao tempo de atuação, apresentou média de 10 anos de experiência profissional,
com a maior parte dos participantes atuando entre 6,5 e 13,5 anos. No que diz respeito a oferta
de capacitações aos profissionais do serviço, apresentaram demandas pelas temáticas:
“Atualização do PNI” (16,68%); "Atualização sobre COVID-19" (33,32%); “Esquema vacinal
e Aprazamento” (8,33%); “Atualizações sobre imunizantes e Notas Técnicas” (8,33%);
“Vacinação e Reações Adversas” (16,68%); “Técnica de aplicação” (8,33%;) e “Vigilância dos
eventos adversos” (8,33%). Com relação a componente Estrutura dos Aspectos Gerais da sala
de Vacinação, observou-se que grande parte (75,00%) das salas não possuem proteção
adequada contra incidência de luz solar direta, bem como não contam com ventilação (natural
e artificial) adequada em (50,00%), além disso, em (50,00%) das salas não estavam em
condições ideais de limpeza para o desempenho das atividades. Identificou-se inadequação em
(75,00) que não estavam no quesito de temperatura preconizado no ambiente da sala de vacina.
Itens que tiveram boa adesão foram: sala é de uso exclusivo para vacinação” obteve (91,67%),
dispõe de cadeira para acomodar o usuário durante aplicação de vacina, com (91,67%), seguidos
de as seringas e agulhas de uso diário estão acondicionados adequadamente, apresentou
(75,00%) e as seringas e agulhas de estoque estão acondicionados em embalagens fechadas e
em local sem umidade, obteve (75,00%). No que diz respeito ao componente Estrutura e
Processo da Rede de Frio, as inadequações foram: inexistência da indicação para não desligar
o disjuntor da sala de vacinação da caixa de distribuição elétrica (75,00%;), o posicionamento
do refrigerador não estava conforme o preconizado mantendo a distância de fontes de calor,
fora da incidência direta de luz solar e a pelo menos 20 cm da parede em (83,33%), não existe
um programa de manutenção preventiva e/ou corretiva para o refrigerador da sala de vacina em
(66,67%), a capacidade do refrigerador não é igual ou superior a 280 litros em (54,55%).
Conclusão: A adoção de estratégias de Educação Permanente voltadas ao aprimoramento e
atualização dos profissionais envolvidos nos serviços de vacinação pode contribuir para o
desenvolvimento da capacidade reflexiva sobre as próprias práticas, resultando no
fortalecimento profissional. As rotinas relativas ao manejo dos refrigeradores demandam
adequação quanto ao distanciamento correto entre os equipamentos e a parede, a disposição
adequada das vacinas e aos procedimentos de higienização do equipamento. Este último deve
ser compreendido pelos profissionais como um procedimento técnico indispensável para a
conservação apropriada das vacinas. Intervenções gerenciais de baixo custo e alta adesão,
aliadas a ajustes nas salas de vacina, à padronização de rotinas, bem como à manutenção e
supervisão contínuas, têm potencial para aumentar a conformidade dessas salas e fortalecer a
segurança e a efetividade das ações de imunização na Atenção Primária à Saúde do município. |
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