Resumo:
A malária é uma doença infecciosa, não contagiosa causada por protozoários do
gênero Plasmodium, transmitida pela picada de fêmeas de mosquitos do gênero
Anopheles. A doença caracteriza-se por um ciclo complexo envolvendo o hospedeiro
humano e o vetor, manifesta-se clinicamente por febre, calafrios, sudorese e, em
casos graves, causa complicações fatais como anemia severa, insuficiência
respiratória e malária cerebral. No Brasil, apesar de vanços nas ações de vigilância e
controle, a doença permanece endêmica em regiões específicas, especialmente na
Amazônia, apresentando oscilações significativas no número de casos nos últimos
anos. Fatores como desmatamento, migração, atividades de garimpo e desafios no
acesso aos serviços de saúde contribuem para a persistência da transmissão,
tornando o seu controle um desafio contínuo. O presente estudo teve como objetivo
analisar a evolução epidemiológica da malária no Brasil entre 2014 e 2023,
identificando variações no número de casos registrados e descrevendo o perfil dos
indivíduos acometidos segundo sexo, faixa etária e escolaridade. Trata-se de uma
pesquisa de abordagem quantitativa e qualitativa, de caráter descritivo, fundamentada
na análise de dados secundários. Utilizaram-se registros do Sistema de Informação
de Agrafos de Notificação (SINAN) refernetes ao período de 2014 a 2023. Foram
analisados as seguintes variáveis epidemiológicas: número de casos confirmados por
Unidade Federativa, ano de início dos sintomas, sexo biológico, faixa etária e
escolaridade. Os dados foram organizados em planilhas do Excel e apresentados por
meio de tabelas. Os resultados mostraram que a malária permanece concentrada na
região Amazônica, com destaque para Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre e Pará.
Houve oscilações importantes ao longo dos anos, com picos em determinados
períodos e redução sihnificativa em outros, especialmente após 2018. A maior
incidência ocorreu entre homens de 20 a 39 anos, indicando forte influência de fatores
ocupacionais. Os dados também revelaram que a doença não é exclusiva de
populações com baixa escolaridade, havendo registros inclusive entre indívudos com
ensino superior. Conclui-se que a malária permanece como um desafio relevante para
saúde pública no Brasil. Apesar dos avanços e da redução de casos em alguns
estados, fatores como migração, desmatamento, atividades de garimpo e
desigualdades no acesso à saúde contribuem para a manutenção da transmissão. A
análise epidemiológica atualizada é fundamental para orientar políticas públicas
eficientes e reduzir a incidência e os impactos da doença no país.
Descrição:
TCHIYOCA, Natália Muvanje. Situação da malária no Brasil, 2014 - 2023. 2025. 34f. Monografia - Curso de Biologia, Instituto de Ciências Exatas e da Natureza, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2025.