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Este artigo tem como objetivo compreender a trajetória de mulheres quilombolas como
lideranças nos quilombos do Ceará. Em meio a conflitos e experiências de racismo, pretendo observar
como articulam estratégias de resistências no seu cotidiano, a preservação cultural em seus territórios
e por fim qual a importância dessas mulheres na construção e fortalecimento da identidade quilombola.
O estudo analisa o protagonismo das mulheres quilombolas como líderes culturais, políticas e
educacionais, e propõe estratégias de geração de renda e valorização cultural a partir de saberes
tradicionais como a produção da boneca Abayomi, outros tipos de artesanatos e práticas culturais
desenvolvidas por elas. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi qualitativa, uma entrevista
mediada, com duas lideres quilombolas, sendo uma do quilombos Lagoa dos Crioulos em Salitre, a
outra do quilombo Sitio Veiga em Quixadá, utilizamos um roteiro/guia (Anexo I), para mediar um
diálogo construtivo com essas mulheres, afim de compreender como suas trajetórias de lutas se
entrelaçam, como a educação escolar quilombola vem contribuindo para o processo formativo de
liderança e de construção da identidade quilombola, visibilizando os papéis que elas desempenham
como líderes, artesãs e mestras da cultura dentro de suas comunidades, promovendo o empoderamento
feminino e o reconhecimento de suas contribuições histórica e contemporânea. O trabalho propõe
ações concretas para fortalecimento da identidade quilombola e autonomia territorial. Ao integrar
teoria, pesquisa de campo e proposta de ação, essa pesquisa busca contribuir para o reconhecimento
das mulheres quilombolas como agentes de transformação social, cultural e política. |
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