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DIAS, Deivid dos Santos. Imobilização da papaína em hidrogel de tamarindo: avaliação experimental e in silico da eficência catalítica e do potencial de libveração controlada. 2026. 121f. Dissertação - Curso de Mestrado Acadêmico em Energia e Ambiente, Programa de Pós-graduação em Energia Ambiente, Universidade dadIntegração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2026. |
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A pesquisa em imobilização enzimática busca produzir biocatalisadores robustos,
reutilizáveis e economicamente atrativos. Nesse sentido, foi desenvolvido um sistema
para imobilização covalente da enzima papaína em uma matriz de hidrogel de tamarindo.
O estudo iniciou-se com uma análise bibliométrica que destacou o crescimento
exponencial das publicações no tema e o papel estratégico do Brasil em redes
internacionais de colaboração. Posteriormente, procedeu-se à ativação e reticulação do
hidrogel com glutaraldeído, visando à imobilização da papaína. Foram utilizados
parâmetros otimizados de pH (7), temperatura ambiente e tempo de reação controlado, a
fim de preservar a atividade enzimática e minimizar a desnaturação induzida pelo agente
reticulante. A caracterização por espectroscopia no infravermelho evidenciou o
aparecimento de bandas associadas à formação de acetais, confirmando a ocorrência de
ligações covalentes estáveis entre a papaína e a matriz polimérica, o que demonstra a
eficiência do glutaraldeído como agente de acoplamento químico. Ensaios de atividade
enzimática mostraram que a papaína imobilizada manteve sua atividade ao longo do
tempo, com redução significativa dos processos de autólise quando comparada à enzima
livre. Enquanto a papaína livre apresentou intensa autoproteólise, com perda expressiva
de atividade catalítica em curto período, o sistema imobilizado preservou sua integridade
funcional, evidenciando o efeito protetor do microambiente fornecido pelo hidrogel. Para
fundamentar a avaliação experimental, empregaram-se ferramentas de modelagem
computacional. Simulações de dinâmica molecular permitiram analisar a estabilidade
conformacional da papaína, nas quais simulações de longa duração indicaram equilíbrio
termodinâmico do sistema, com baixos desvios estruturais e manutenção da área de
superfície acessível ao solvente, sugerindo ausência de desnaturação ao longo do tempo.
Além disso, as abordagens computacionais contribuíram para a compreensão do potencial
terapêutico da papaína na modulação de processos inflamatórios. Estudos de docking
proteína–proteína identificaram orientações energeticamente favoráveis entre a papaína e
a ciclooxigenase-2 (COX-2), enquanto análises das interações não covalentes, como
ligações de hidrogênio e contatos hidrofóbicos, demonstraram a estabilidade do complexo
formado. Ensaios adicionais indicaram perfis de liberação controlada da enzima, com
elevados percentuais de eficiência, reforçando o potencial do sistema para aplicações
biotecnológicas e biomédicas. De forma integrada, os resultados evidenciam que
hidrogéis de tamarindo constituem matrizes sustentáveis, de baixo custo e alto
desempenho para a imobilização enzimática, proporcionando microambiente controlado
e possibilitando o reuso eficiente da papaína. O estudo reforça a importância da integração
de metodologias bibliométricas, experimentais e computacionais no desenvolvimento de
biocatalisadores inovadores obtidos a partir de biomassa do semiárido nordestino,
contribuindo para a economia circular regional e evidenciando o papel de biomateriais
vegetais na promoção de processos biotecnológicos mais sustentáveis |
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