Resumo:
Resumo: O presente estudo investiga os processos de adjetivação a partir de uma análise contrastiva
entre a produção discursiva de sujeitos humanos e a resposta gerada pelo GPT-5. Ancorado nos
pressupostos da Linguística Cognitiva, especialmente na teoria da metáfora conceptual (Lakoff;
Johnson, 1980), na noção de corporeidade (Varela; Thompson; Rosch, 1991; Gibbs, 2005) e na
Semântica de Frames (Fillmore, 1982), o trabalho evidencia que os sujeitos humanos mobilizam
fluxos metafóricos interdomíniais marcadamente distantes do frame [POLÍTICO], acionando
esquemas imagéticos (Johnson, 1987) de natureza afetiva, sociocultural e experiencial, revelando uma
forte carga axiológica em consonância com abordagens ecocognitivas da linguagem (Duque, 2017).
Em contraste, o GPT-5 apresenta uma adjetivação mais regulada, com projeções semânticas próximas
ao domínio político e seus correlatos institucionais. Os resultados sugerem que a criatividade
interdomínios e a carga afetiva que caracterizam a cognição humana permanecem como elementos
distintivos da significação, irredutíveis à simulação estatística.
Descrição:
FRANCISCO, António Eugênio Domingos Calungo. Entre o qualitativo e o algoritmo: a adjetivação como zona de atrito entre mentes e máquinas. 2026. 30f. TCC - Curso de Língua Inglesa, Instituto de Linguagens e Literaturas, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2026.