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https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/7895| Título: | Conhecimento, atitude e prática de mulheres indígenas da comunidade Pitaguary sobre o rastreamento do câncer do colo do útero |
| Autor(es): | Poletto, Cristiane Mélo |
| Palavras-chave: | População indígena Exame papanicolau Câncer do colo do útero |
| Data do documento: | 5-Fev-2026 |
| Citação: | POLETTO, C. M. (2026) |
| Resumo: | Objetivou-se avaliar o conhecimento, a atitude e a prática (CAP) de mulheres indígenas da comunidade Pitaguary sobre o rastreamento do câncer do colo do útero e identificar fatores associados à inadequação desses domínios. Trata-se de inquérito CAP, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com 129 mulheres com vida sexual ativa, residentes nas aldeias e acompanhadas na Unidade Básica de Saúde. A maioria das participantes possuía companheiro (79,1%), ensino médio completo (42,6%), renda familiar ≤1 salário-mínimo (87,6%) e recebia auxílio governamental (65,9%). Predominou residência em zona rural (98,4%) e ausência de saneamento básico (99,2%). Observou-se elevada participação em atividades educativas (92,2%) e alta realização prévia do exame citopatológico (98,4%), sendo 76,7% dentro do intervalo recomendado. A ESF foi o principal local de realização do exame (93,0%), com baixa proporção de dificuldades relatadas (1,6%). Na classificação final, identificou-se conhecimento adequado em 93,8%, atitude adequada em 74,4% e prática adequada em 71,3%, evidenciando redução progressiva ao longo do continuum CAP. Na análise dos cruzamentos, o conhecimento inadequado associou-se à presença de saneamento básico (RP=0,11; IC95%:0,02–0,52; p=0,005) e à realização de histerectomia (RP=0,23; IC95%:0,06–0,89; p=0,033). Embora sem significância estatística, mulheres que não trabalhavam apresentaram maior prevalência estimada de conhecimento inadequado (RP=3,46). A atitude inadequada esteve associada à ausência de atividade laboral (RP=2,53; IC95%:1,09–5,88; p=0,031) e ao consumo de álcool, sendo menor entre aquelas que não consumiam bebida alcoólica (RP=0,53; IC95%:0,29–0,98; p=0,044). Quanto à prática inadequada, observaram-se associações significativas com religião, vida sexual ativa e histerectomia. Mulheres evangélicas apresentaram menor prevalência de prática inadequada quando comparadas às católicas (RP=0,41; IC95%:0,19–0,85; p=0,017). A ausência de vida sexual ativa associou-se a maior prevalência de prática inadequada (RP=4,23; IC95%:1,79 10,03; p=0,001), assim como a ausência de histerectomia (RP=3,82; IC95%:1,37–10,62; p=0,010). Os achados revelam elevada cobertura do exame preventivo no território, porém com heterogeneidade interna nos domínios de atitude e prática, influenciada por fatores laborais, comportamentais, reprodutivos e contextuais. Os resultados reforçam a importância de estratégias culturalmente sensíveis na Atenção Primária à Saúde, com foco na qualificação das atitudes e práticas preventivas, visando ampliar a adesão sustentável ao rastreamento entre mulheres indígenas. |
| Descrição: | POLETTO, Cristiane Mélo. Conhecimento, atitude e prática de mulheres indígenas da comunidade Pitaguary sobre o rastreamento do câncer do colo do útero. 2026. 78f. Dissertação - Curso de Mestrado Profissional em Saúde da Família, Programa de Pós-graduação em em Saúde da Família, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2026. |
| URI: | https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/7895 |
| Aparece nas coleções: | Dissertação - Programa de Pós-Graduação Profissional em Saúde da Família |
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