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Título : Processos composicionais no guineense moderno
Autor : Neri, Joelma Araújo
Palabras clave : Língua guineense - Gramática
Linguística - Guiné-Bissau
Fecha de publicación : 20-ago-2021
Citación : NERI, J. A. (2021)
Resumen : O presente trabalho objetiva descrever processos composicionais no guineense. Por definição, segundo Monteiro (2002), compostos são descritos como um vocábulo formado pela união de dois ou mais semantemas. O surgimento de palavras novas para compor o léxico de uma língua se dá através de vários processos, dentre eles, está a composição, em que o novo vocábulo surge a partir da união de dois ou mais radicais, com perda ou não de material segmental, portando significado distinto dos itens que o compõem. O interesse em investigar os compostos no guineense se deve à necessidade de se ampliar o número de trabalhos que se propõem a observar essa língua tão pouca estudada. Desse modo, descrevemos e analisamos o comportamento dos compostos em guineense, tomando como base estudos como de Lee (1996) e Monteiro (2002). Ademais, partimos também de estudos de compostos em línguas crioulas, em especial, de base lexical portuguesa, como o guineense e o kabuverdianu. Para realizar a pesquisa, fez-se a coleta dos compostos em guineense, utilizando o Dicionário Guineense-Português (SCANTAMBURLO, 2001). Posteriormente, foi dado início à análise dos dados encontrados. Com base nas classes gramaticais dos itens que formam o composto, observou-se que o composto em guineense tem como resultado final raramente um verbo e mais frequentemente um nome. Dos 21 compostos analisados, apenas dois deles tiveram como resultante um verbo, a exemplo, Bibi di djikindur (V) “embebedar-se à maneira de rato ladrão ou Joaquim doido” e Beja da bokinha(V.) “Beija, abraçar”, os demais tiveram como resultante um composto que pertence à classe gramatical dos substantivos, tais como: omi di kabesa, nome (doravante N) “pessoa séria que tem um bom senso; inteligente”; bariga di pe (N) “parte muscular do lado posterior da perna”; basia di kama(N) “urinol”; guarda di kurpu (N) “amuleto; talismã”; abri–boka (N) “instrumento da cirúrgico usado para manter a boca aberta”. O padrão de compostos, em guineense, parece apontar para categoria dos substantivos, pois se repete em quase todos os itens analisados. Um dos casos excepcionais foi oranu pasadu que está classificado no dicionário também como locução adverbial de tempo, significando “há três anos, nos últimos anos”. Outro dado observado a partir da análise é o fato de os compostos serem, em sua maioria, compostos nominais morfossintáticos. Assim, o processo de formação do composto se dá pela associação de duas ou mais palavras nominais através de um processo morfossintático de subordinação entre as mesmas. Nesse sentido, é criado um vocábulo composto nominal através da junção de dois nomes, em que não deixa de existir uma relação semântica entres os vocábulos que serviram de base. As análises dos compostos em guineense reforçam que a língua não pode ser entendida como reflexo do português simplesmente pelo fato de a língua ser crioula cuja base lexical é o português. Ademais, no passado, estudiosos alegavam que línguas crioulas eram línguas morfologicamente mais simples e, por isso, não possuiriam morfologia própria, apropriando-se assim dos processos morfológicos das suas línguas lexificadoras. Em contrapartida, podemos ver em estudos, como o presente, evidências da ocorrência de processos próprios como a composição.
Descripción : NERI, Joelma Araújo. Processos composicionais no guineense moderno. 2021. 81 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2021.
URI : repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/2368
Aparece en las colecciones: Monografias - Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa (São Francisco do Conde)

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