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Título: Diferenças estruturais entre trabalhadores formais e informais no Brasil: uma análise estatística descritiva e comparativa
Autor(es): José, Agostinho Chissengue Manuel
Palavras-chave: Trabalhadores na informalidade
amostra de Domicílios Contínua (PNADC)Pesquisa Nacional por
Desigualdade
Emprego formal
Mercado de trabalho
Data do documento: 1-Dez-2025
Citação: JOSÉ, A. C. M. (2025)
Resumo: O presente estudo analisa as diferenças estruturais entre trabalhadores formais e informais no Brasil no período de 2012 a 2023, utilizando microdados e dados tratados provenientes da PNADC, SIDRA, CAGED e da Base do Seguro-Desemprego. O objetivo central é compreender, de maneira estatística descritiva e comparativa, como características socioeconômicas, educacionais, regionais e ocupacionais distinguem esses dois grupos no mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa é caracterizada como quantitativa, descritiva e documental, apoiando-se em medidas estatísticas de tendência central e dispersão, bem como em testes não paramétricos de Mann– Whitney U e Qui-quadrado, adotados devido à ausência de normalidade das variáveis contínuas. O tratamento dos dados envolveu o uso de ferramentas de análise computacional, como Google BigQuery e Python, o que permitiu integrar grandes volumes de informações e assegurar rigor metodológico. A análise dos dados revela a existência de uma segmentação persistente no mercado de trabalho brasileiro. Os trabalhadores formais apresentam, em média, níveis mais elevados de renda, escolaridade, estabilidade ocupacional e proteção previdenciária. Por outro lado, os trabalhadores informais se concentram em ocupações de baixa remuneração, possuem jornadas mais irregulares, menor escolaridade e acesso limitado à seguridade social. Essas diferenças indicam a presença de barreiras estruturais que dificultam a mobilidade entre os segmentos formal e informal. Do ponto de vista territorial, o estudo identifica forte disparidade regional. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam as maiores taxas médias de formalidade ao longo dos anos analisados, refletindo estruturas produtivas mais diversificadas e maior densidade industrial e de serviços formais. Em contraste, Norte e Nordeste exibem os maiores percentuais de informalidade, resultado de menor dinamismo econômico, desigualdades históricas e presença expressiva de ocupações autônomas e de baixa produtividade. Essas diferenças regionais reforçam o caráter heterogêneo do mercado de trabalho brasileiro e evidenciam como fatores territoriais condicionam o acesso ao emprego formal. Características como cor/raça, escolaridade e tipo de inserção ocupacional influenciam significativamente a probabilidade de estar no setor informal. Pessoas negras, trabalhadores com baixa escolaridade e indivíduos inseridos em ocupações por conta própria ou em setores de baixa complexidade apresentam maior propensão à informalidade. Já setores como administração pública, serviços especializados e atividades industriais concentram maior proporção de vínculos formais. Os resultados permitem concluir que a informalidade no Brasil possui natureza estrutural, sendo influenciada por desigualdades sociais, educacionais e regionais, além de limitações institucionais que afetam a capacidade de expansão do emprego formal. Diante desse cenário, políticas públicas voltadas à qualificação profissional, fortalecimento institucional, diversificação produtiva regional e inclusão socioeconômica mostram-se fundamentais para reduzir a informalidade e promover maior equidade no mercado de trabalho.
Descrição: . JOSÉ, Agostinho Chissengue ManuelDiferenças estruturais entre trabalhadores formais e informais no Brasil: uma análise estatística descritiva e comparativa. 2025. 86f. TCC - Curso de Administração Pública, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2025.
URI: https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/7765
Aparece nas coleções:Monografias - Administração Pública Presencial

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