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dc.contributor.authorIsaac, Edivaldo Márcio Donge-
dc.date.accessioned2026-07-03T14:51:14Z-
dc.date.available2026-07-03T14:51:14Z-
dc.date.issued2025-11-21-
dc.identifier.citationISAAC, E. M. D. (2025)pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8041-
dc.descriptionISAAC, Edivaldo Márcio Donge. Os recontos africanos de Júlio Emílio Braz em Sikulume e outros contos africanos. 2025. 29 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO presente artigo analisa o reconto Sikulume, parte integrante da obra Sikulume e outros contos africanos (2005), do escritor afro-brasileiro Júlio Emílio Braz, no contexto da literatura infantojuvenil brasileira, cuja produção é um campo em constante disputa por espaço, legitimidade e reconhecimento. O objetivo central desta pesquisa é compreender como o autor reelabora a narrativa oral africana, explorando seus elementos culturais, simbólicos e literários, bem como discutir a contribuição desses recontos para a valorização da identidade negra e para a ampliação dos repertórios culturais africanos no espaço escolar, em consonância com a Lei nº 10.639/03. A metodologia adotada fundamentou-se na análise literária do conto, tomando como base a noção de materialidade da impressão de Chartier (1990, 2014) e as reflexões sobre a oralidade africana de Finnegan (2016), percurso que envolveu a leitura crítica e a identificação de elementos culturais de matriz africana. Os resultados encontrados demonstram que a obra de Júlio Emílio Braz, ao resgatar tradições orais e saberes ancestrais, evidencia a centralidade da oralidade, da coletividade e dos valores comunitários como princípios estruturantes das cosmovisões africanas. A análise aponta que a passagem da oralidade à escrita possibilita a preservação da memória cultural e a introdução de saberes africanos no contexto educacional, configurando a literatura negra como um ato político que desafia o apagamento histórico e se constitui como ferramenta de resistência ao racismo epistêmico. Conclui-se que a obra Sikulume e outros contos africanos posiciona-se como um recurso pedagógico essencial na construção de uma prática educativa crítica, plural e afro-referenciada, atuando como instrumento de transformação social e de promoção da autoestima e da diversidade, cumprindo o direito legal e ético à memória e à história.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectLiteratura infanto-juvenil brasileirapt_BR
dc.subjectBraz, Julio Emilio, 1959- . Sikulume e outros contos africanos - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectAntirracismopt_BR
dc.subjectBrasil. [Lei n. 10.639 de 9 de janeiro de 2003]pt_BR
dc.titleOs recontos africanos de Júlio Emílio Braz em Sikulume e outros contos africanospt_BR
dc.typeArticlept_BR
Aparece en las colecciones: Artigos - Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa (São Francisco do Conde)

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